Um texto HONESTO de uma mulher sobre TRAIÇÃO

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Depois de ler a listagem de motivos da traição masculina citados por Arnaldo Jabor, resolvi, eu, uma mulher entre tantas, escrever aos homens revelações sobre a traição feminina.
Sei que não estarei relatando uma opinião unicamente minha, pois converso com outras mulheres e partilhamos de idéias semelhantes.

Primeiro: A mulher comprometida, diferente do homem, demora mais a começar a trair. Um dos motivos é o amor que sente pelo namorado, noivo, marido, o que for. Outro motivo é “o que os outros vão pensar?”. É, a sociedade, mulher também é racional, apesar de vocês acharem que vivemos sob a influência de hormônios, mas somos sim racionais (em alguns dias do mês) e, quando racionalizamos, levamos vantagem, somos melhores estrategistas! As que têm filhos demoram ainda mais para trair, pensam nos filhos, em como “isso” poderá afeta-los, na verdade, pensam mais nos filhos do que nos cônjuges, afinal, marido não é parente!

Segundo: É bem verdade que traímos nossos homens, com homens pelos quais sentimos alguma admiração, como professores (esses são ótimos), homens mais velhos (o que eles sabem?), homens casados (por que a fulana casou com ele?) e também têm aquelas que gostam dos novinhos (para dar umas aulinhas e se sentir uma loba dominadora). Mas, também traímos pelo sexo, (pasmem! homens!). Traímos pelo prazer da carne. Mulheres, também, gostam de sexo, e aí está o erro do homem comprometido, mas disso falo depois. Pairam em nossas fantasias os mais diversos fetiches: sentimos tesão pelos policiais (algemas…ui!), pelos bombeiros (apaga meu fogo!), o dentista, o médico, o músico, o segurança, o lutador, o personal…ufah!

Terceiro: Assim como o homem adora bunda grande, seios fartos e coxas grossas, nós, mulheres, adoramos uma barriga de tanquinho, braços fortes, coxas de ciclista, bumbum durinho, mãos grandes e um…você sabe! Pois é, não é só um bom papo, vinho caro e bens materiais que levam uma mulher para a cama. Também somos fúteis nesse aspecto.

Quarto: Mulheres, também, gostam de selvagerias. É. Gostam sim. Bom, nem todas, sempre têm as “cu doce”, mas, se não quer ser corno, não espere sua esposa te dar as dicas de onde beijar, onde morder e mais importante, onde chupar! Se você não pegar ela de jeito, ela vai ser pegar por outro e, não pense que ela traiu porque está apaixonada por outro. Não, são os hormônios e eles são incontroláveis, até para nós. Somos como animais, entramos no cio. Mas mesmo que ela sinta necessidade hormonal de te trair, perdoe-a, pois ela ainda te ama, afinal, assim como você, não pode controlar a natureza.

Quinto: com o advento da internet ficou mais fácil trair, tudo tem senha e nós até sabemos apagar cookies. Os chats são um prato cheio, entramos com Nicks bem distintos: Ksadinha_carente, Noiva-Safada, M_afimDeSacanagem, etc…, somos criativas, bom, homem não pode ver mulher entrando no chat, ainda melhor se for comprometida (menos chances de compromisso). Do chat pulamos para o msn, lá podemos ver fotos e até uns showzinhos na webcam. Se valer a pena, marcamos algo, sempre em horários fora de suspeita, de preferencia durante o dia, no intervalo do trabalho ou no horário da academia, ou ate matando uma aula de culinária.

Sexto: Mulher quando conhece um cara bom de cama, aquele que vira ela do avesso, gosta de manter as escapadelas com o mesmo gostosão por um bom tempo. Alguns duram anos, mas não porque estamos apaixonadas, mas sim porque gostamos de qualidade e, achar um homem que faz tudo na cama está difícil. A maioria são amadores e não falam o que gostamos de ouvir na hora “H” e não falo do “eu te amo”, ou “você é linda”, falo dos nomes sujos mesmo.

Então, acho que é isso, escreveria mais, mas acho que daria tudo de bandeja para os marmanjões, mas uma coisa vocês têm que saber: abram seus olhos, nós também traímos!

PS: Esse texto não é de minha autoria. Foi cedido, gentilmente, para publicação no Blog.

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Dia dos Pais

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Na comemoração do Dia dos Pais eu nunca quero falar, escrever ou pensar porque pra mim é um dia de constrangimento.
Mas hoje eu resolvi lembrar um pouco sobre papai.
Se ele estivesse vivo, estaria completando 68 anos.
Nossa relação era um mix de amor e ódio.
Mamãe dizia que isso só acontecia porque éramos iguais.
Durante minha vida ao lado dele, nós nos comunicávamos através de sutilezas, violências e marcas profundas.
Fui crescendo e descobrindo as maravilhas e os abismos de ter um pai instável, inteligente, e algumas vezes desconectado do mundo.
Na minha infância, ele era extremamente rigoroso e inacessível.
Aí que eu passava os dias gravitando ao redor de seus livros e discos, tentando decifrar o mistério que vinha dele.
Eu achava legal ter um pai obscuro.
Os outros pais me pareciam tão óbvios, tão fáceis em seus papéis de cuidar do sustento lar e dos filhos. E certamente eles não tinham em suas estantes um livro com o título O Anticristo, (me ensinando cedo, aquilo que eu descobriria mais tarde, sua ácida crítica ao Cristianismo).
Apenas meu pai acordava angustiado num domingo, e escutava Der Freischütz, de Weber.
Aliás, ele sempre me acordava na hora que bem desejasse e então contava uma história alucinada sobre alguma música.
Papai dizia que eu ainda conheceria um escritor com o nome de Thomaz Mann e eu acreditei.
Saí de casa cedo, mas nunca me esqueci dos rituais e hábitos que ele detinha.
Inconscientemente trouxe vários desses para a minha vida.
E percebo que assim, é como se ele estivesse comigo.
Tínhamos formas patéticas de revelar o enorme amor que sentíamos um pelo outro.
Em seu aniversário, eu poderia aparecer com um embrulho que ele insinuava não estar nem aí para mais um par de meias ou um perfume.
Mal eu vinha com o pacote em minhas mãos, e ele com seu humor duvidoso já sorria ironicamente.
Papai parecia ter um prazer naquele ritual que se repetia sistematicamente todo ano.
Eu sentia ódio dessa reação, mas hoje sou feita dessa mesma matéria.
Entendi que o tal riso era de timidez, de não saber agradecer, de não saber receber.
Muitas vezes o riso de papai era de sua própria miséria, pelo desencontro constante que era sua vida com a família.
E assim ele carregou consigo e transmitiu a mim o legado e a sutileza da ironia fina e cortante.
E numa cumplicidade sutil e num acordo tácito que eu carreguei durante muito tempo, aquilo que ele me transmitiu numa coisa viva, forte e um tanto dolorida.
Em 1999 senti uma saudade imensa dele e liguei dizendo que iria voltar para Rondônia, abandonando a minha vida não construída em Curitiba.
Ninguém entendeu nada, principalmente mamãe, mas todos respeitaram a minha decisão “adolescente”.
Ainda era início de julho, e eu sentia uma necessidade enorme de resgatar algumas coisas que vinham se perdendo na distância do tempo e do espaço.
Por telefone conversamos por uma hora e meia de um jeito completamente novo. Como numa espécie de mágica, não houve constrangimento e eu disse as palavras que ficaram guardadas durante muitos anos.
Ele, com a saúde frágil por conta do câncer, desligou o telefone emocionado e acordou no dia seguinte no hospital.
A gente nunca sabe calcular muito bem a dimensão de um ato. Ainda mais de um ato de amor, do qual nunca estamos preparados para nos defender.
Voltei para a casa dos meus pais.
Nos últimos anos de sobrevida de papai, durante minha re-convivência com ele, eu ainda sentia que algo nos desequilibrava.
Assim evitei um contato mais próximo, como havia prometido a mim mesma.
Aos poucos eu despencava perplexa num precipício angustiante.
E quando vi meu pai em coma profundo, acompanhei todos os dias seu silêncio também sozinha.
Falei, falei, falei.
Poucas vezes chorei. Sentia vergonha dos olhares dos outros. Todos diziam: Ele não escuta você, prepare seu coração porque só um milagre pode fazer com que ele saia desse quadro.
E eu, teimosa, e acreditando mais na narrativa que cada um constrói para si do que no discurso médico, ia me enchendo de certeza que ainda falaria com meu pai depois de tanto tempo de silêncio e distância.
Depois de 22 dias, vivendo ali comigo, ele faleceu.
Quando o vi dar o último suspiro, corri para as fotos, as cartas, os livros, mas nada tinha a abrangência do meu afeto e daquilo que vivi.
Tocava as coisas do cotidiano, mas tudo parecia ainda mais fluido, evanescente e efêmero.
Todos os meus sentidos, atingidos pela perda, acordaram da letargia que eu tentava retomar.
Entrei em descompasso.
Tudo ganhara, repentinamente, um contorno triste e iridescente.
Era outono em minha vida, e as folhas caiam pálidas dentro de mim.
Assim o tempo se imobilizava na espera de um longo inverno que eu já podia prever.
Foi ao perdê-lo que o primeiro golpe de dor me atravessou o peito.
Eram as tiranias da distância na intimidade que dançavam dentro de mim.
E talvez o inverno que eu esperava, já tivesse chegado; talvez ele sempre tivesse existido permeando essa relação enigmática.
Na morte de meu pai senti o frio cortante que vinha de dentro e se expandia para o mundo.
Chorei por algumas horas seguidas naquela manhã.
E hoje, antes de me emocionar com a lembrança dos rituais no dia dos pais e em seus aniversários, pensei em reescrever esse amor infinitamente profundo, denso e extenso.
Amor esse, que de alguma maneira, me permitiu amar meu pai e mergulhar junto com ele no insondável oceano de possibilidades que o devir nos reservou.
Nesse ano, no mês do meu aniversário, completarão 12 anos que papai viajou em sua nave lírica, mas não sem antes me levar com ele em muitas de suas sábias perplexidades.
E são dessas viagens o que mais sinto saudades…

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Tacacá <3

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Tempo de Mudança

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Quando estamos diante de algo que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente entende, mesmo que sem muita clareza no início, que a nitidez às vezes só costuma florir no tempo da primavera do olhar.

 A gente sabe porque sente com uma sinceridade tão profunda que qualquer nuvem de dúvida dura pouquíssimo no céu de azul macio que acontece nesse território da alma.

 A gente sabe porque o sentimento nos pega pela mão e nos leva para um lugar de paz tão singular que, se formos honestos com nós mesmos, reconhecemos ter visitado raras vezes nas nossas andanças.

 A gente sabe porque sente ter sido despertado em nós um entusiasmo que nos enche de vontade de fazer expandir a nossa bondade e transformá-la em gestos amorosos pra distribuir por aí.

A gente sabe porque o coração também sai de casa pra sorrir e quer convidar outras tantas vidas pra sorrir junto.

A gente sabe porque não consegue mais imaginar que o nosso caminho desaprenda a passar por lá, mesmo que precise aprender a desaprender depois.

 A gente sabe porque se sente feliz.

 Simplesmente feliz.

 Quando estamos diante de algo ou de alguém que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente ama.

E muitas vezes se surpreende, de novo ou pela primeira vez, com a própria capacidade de amar.

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Ainda em ritmo de Ano Novo

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O ano de 2013 chegou repleto de oportunidades e mudanças.

Vamos aproveitar para tomar decisões que podem melhorar a vida.

A propósito, esse texto de Karen Berg é bem bacana:

Estamos aqui para nos tornarmos líderes de nossas próprias vidas. Mas o que é liderança verdadeira?

Um líder é alguém capaz de dominar suas próprias ilusões, julgamentos sobre os outros e noções preconcebidas sobre as situações. Um líder não tenta controlar os outros ou o ambiente que o circunda, mas controlar a si próprio. Um líder também é alguém que consegue fazer as coisas acontecerem. Apenas ter visão não basta, especialmente nos dias de hoje, da forma como vivemos. De acordo com os kabalistas, vivemos em um mundo de ação, e nesse momento o mundo precisa de ação positiva, não só de visão positiva. Um líder não é alguém que olha para alguma coisa e diz: “Puxa, isto está mesmo ruim”. Ao contrário, um líder olha para aquilo e diz: “Ok, como posso reunir ferramentas práticas para mudar essa situação para melhor?”. Toda manhã temos que fazer uma escolha simples: hoje, vou viver apenas para mim ou vou me doar e fazer o trabalho espiritual para receber as bênçãos que realmente me estão destinadas? A verdade é que podemos criar um ano novo.

Deus não negocia. Nós, humanos, é que negociamos – e muito. Dizemos: “Vou rezar três vezes por dia ou vou dar quatro horas do meu tempo por semana para trabalho voluntário e depois x, y ou z vai acontecer”. Mas aí x, y ou z não acontece, geralmente ficamos perplexos e perguntamos: “Como pode ser? Fiz todas essas coisas, fiz tudo que prometi”. Bem, o motivo por que x, y ou z não aconteceu foi porque estávamos tentando barganhar com Deus. Infelizmente, no entanto, o Universo não funciona dessa maneira. Neste mundo, a única negociação a se fazer é ser o melhor que podemos ser para alcançar o nível de iluminação que Deus concedeu a cada um de nós, para que eventualmente acordemos de manhã e não só enxerguemos a beleza presente, mas também nos maravilhemos com o fato de podermos enxergar aquilo.

O mundo não acabou no dia 21 de dezembro de 2012, mas talvez tenhamos iniciado um novo capítulo. O mundo pende na balança entre grande positividade e grande negatividade, e nós – cada um – somos aqueles que, através das nossas ações individuais e consciência, decidiremos para que lado ela vai pesar.

FELIZ 2013!

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Promessas

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Chega o final do ano e com isso a premissa na agenda: “cair na gandaia”.

31 de dezembro, foi o dia de exorcizarmos nossos fantasmas, sonharmos coisas novas e, acreditarmos num mundo melhor!

A gente se esforça o ano todo para nos adequarmos as exigências do mundo, então acho que cabe uma catarse colorida e festiva na passsagem de ano.

Catarse que espera novidades!

Sei que se pudéssemos conhecer melhor nossas fantasias (realizáveis ou não), nossas limitações e potencialidades, faríamos menos promessas.

Mas como não nos conhecemos precisamos do simbolismo das promessas para recomeçar.

Necessitamos da burocracia travestida de folia para termos fôlego para o próximo ano.

E é aí mesmo que reside a questão ao baixar os cílios sobre o próprio olhar.

Encerramos o ano num ato da grande peça que encenamos durante o ano: a labuta diária de segurar as redéas de nosso destino.

Destino esse: profissional, amoroso, e/ou financeiro.

No dia 31 sonhamos, colocamos em palavras as promessas, e então fechamos os olhos para sonhar melhor.

Entregues aos “braços de Morfeu” nessa ultima noite, tive uma sequência de imagens oníricas que invadiram meu ano novo passado, em Barcelona: várias pessoas condensadas em uma única, elementos deslocados de contexto, tudo sem sequência espaço -temporal-, um tipo de sonho sem pé, nem cabeça.

E talvez seja ali que esteja meu enigma a ser decifrado, não nas promessas ditas ao vento.

Talvez tenha me encontrado um pouco em 2012, por conta do sonho derradeiro de 2011, não sei…

Para a psicanálise, o sonho é uma realização de desejo, mas do desejo inconsciente, do qual o sonhador nada sabe, e portanto, do desejo que ele acordado não pode programar, ou parodiando Chico Buarque: aquilo que ” não tem sossego, nem nunca terá…”

Mas o bonito da linguagem é que ela cria uma história única para cada um.

Nessa toada espero que cada um possa prometer aquilo que diz respeito ao mais radical de cada desejo humano.

Desejo muitos sonhos sem controle em 2013 para todos os amigos (as) queridos (as).

Que eles nos surpreendam em meio a tantas promessas prontas e pasteurizadas!

E qualquer coisa, é só conferir o belíssimo filme “Sonhos de Akira Kurosawa”.

Este sim deve ter se perguntado um dia: O que fazer deste sonho que se dá à minha revelia?

Este sim se deixou surpreender e surpreendeu o mundo.

Essa é a minha promessa para 2013, e o meu desejo a todos aqueles que fizeram parte de mais um ano em minha vida.

Obrigada aos companheiros que fazem minha vida mais leve e graciosa.

Vamos começar 2013 escolhendo pessoas bacanas para partilharmos a existência, porque é isso que vale nessa vida.

Feliz 2013 e com muitos sonhos!

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Lá se vai mais um ano…

dreams

 E com ele deixo para trás um monte de medos, ansiedades, hesitações e gente tacanha e de alma rasa.
Levo para 2013 emoções despertadas por livros e filmes, incidentes passionais, sopros de leveza e inspiração, amigos verdadeiros, um amor absoluto e lindo, vontade e criatividade para novas empreitadas.
Eu começo 2013 agradecendo a vida por tudo que ela me trouxe até hoje e agradecendo aos queridos amigos pela parceria que faz a vida mais leve.
Agradeço o mistério da existência, o poder transformador dos afetos, a liberdade de escolha, o contato com o que ainda nos resta de natureza. (Ji-Paraná, Rondônia é um sopro de natureza pulsante – em meio a minha realidade de tanto cinza da cidade que eu AMO e escolhi pra ser minha casa- e eu acabo de chegar de lá com essa natureza nos poros).
Agradeço e fico feliz com o encanto dos encontros inusitados, a poesia que há numa vida serena, ao turbilhão que nos interroga, a alma e o pão nosso de cada dia.
Dessa vida a gente não leva nada- só essas coisas absolutamente lindas, obsoletas e piegas.
Agradeço ao meu querido marido Anderson pela vida partilhada com tanta delicadeza!
Que em 2013 “o de sempre” tenha ares de novidade.
Que aquilo que é novo, nos tome pelas mãos e traga frescor e beleza. Que mesmo em meio as ausências, a gente possa “ser”.
Que a beleza nos invada e que a dor seja suportada com dignidade, porque somos esse misto de angústias e alegrias, melancolias e êxtases.
Feliz 2013!

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