Inveja do Pênis

Homens são tão mais simples!

O que não quer dizer simplórios, claro!

Disputam apenas o tamanho dos seus carros, os vinhos que seus salários podem pagar e vez ou outra as gostosas que comem e o tamanho do pau.

 Ah, claro, disputam o gosto pelo melhor time de futebol e qual é a maior torcida nacional.

Por isso conseguem passar mais de duas horas juntos sem querer degolar um ao outro.

Até porque, se o pau de um é maior, o salário do outro é maior e se nem o pau ou o salário forem maiores, o cargo que ocupa na empresa será.

Então, está tudo certo, todos tem do que se orgulhar.

Mulher, não.

Mulher tem que ser mais inteligente que a outra, mais gostosa que outra, mais bonita que a outra, andar mais bem vestida que a outra, possuir mais cultura que a outra, ter mais status que a outra.

Não interessa o motivo: ela tem que ser melhor que a outra em tudo.

Não adianta ter mais dinheiro se a outra tem dinheiro e um bom amante.

Ela terá que ter dinheiro, um bom amante e falar seis línguas, no mínimo.

Ao que tudo indica, trata-se de um acordo tácito entre elas.

Homens parecem aceitar mais facilmente que nem sempre se pode ganhar, o que não quer dizer que não sejam competitivos, quer dizer, apenas, que eles não perdem tempo tentando ganhar em pequenas loterias como o ‘melhor papo’ ou o ‘sorriso mais sedutor’.

Deve ser por isso que o programa Manhattan Conection parece funcionar muito melhor que o Saia Justa, ambos do GNT.

Quantas vezes os apresentadores do Manhattan foram trocados?

Acho que duas, apenas, não acompanho o programa há tanto tempo.

E do Saia Justa?

No mínimo 5 vezes.

Já passaram pelo sofá Rita Lee, Marina Lima, Fernanda Young, Luana Piovani, Marisa Hort.

Maitê Proença e Márcia Tiburi, atuais integrantes do quarteto, dão a entender que vão se estapear a qualquer momento.

Agora que mudaram o cenário, então, as câmeras sempre pegam as expressões da outra enquanto uma fala, o que é divertidíssimo para quem está assistindo.

Márcia falta chamar Maitê de ‘burra, rasa e leviana’.

Se coloca numa posição de ‘dona do saber’ enquanto ambas disputam naquela arena o privilégio de qual escritora é a mais inteligente e a mais sábia .

Enquanto isso, Betty Lago acompanha com cara de tédio [adoro!] e a ancora Mônica Waldvogel tenta conciliar colocando panos quentes em algumas discussões.

Embora os temas discutidos em cada programa sejam diferentes, teoricamente a proposta é a mesma: falar sobre os assuntos relevantes da semana, cada um colocando seu ponto de vista.

A diferença é que os meninos falam suas opiniões e não se sentem afetados quando alguém discorda destas, enquanto as meninas querem provar umas para as outras que suas opiniões são melhores e mais fundamentadas – o que muitas vezes acaba as desviando da problemática discutida.

Tai, Freud tinha razão. Eu tenho inveja do pênis.

É muito mais simples disputar apenas o tamanho dele.

(Mônica Montone)

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  1. #1 por Anderson em 1 de junho de 2010 - 13:06

    O que deve facilitar é o que pênis está a mostra e talvez por isso, por estar visível, nos damos conta do “tamanho” de nossas limitações. As mulheres encobrem, simulam e por se tratar da inveja não aparente, trabalham a disputa sem contar os pontos, sem assimilar a derrota, agindo como se quisesse devorar ao invés de assumir a grandeza do outro.
    Admiro a perseverança das mulheres, mas abomino a dificuldade de perceber o fim.

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