– Meus sobrinhos –

 

Há um dito popular que diz: “…se deus não te dá filhos, o diabo te dá sobrinhos”.

Essa “sabedoria popular” não sabe de nada.

Sobrinhos são a melhor coisa do mundo.

Jonny, Erica e Felipe são minha inspiração permanente, meus amores para sempre.

O caçula é Felipe, 7 anos.

Esse é uma parte vital de tudo que eu acredito.

Ele poderia ser descrito como filho do Duda e da Verônica, neto do Luiz e da Lúcia.

Poderia, mas na verdade não pode.

Nada disso é minimamente suficiente.

Lembro-me que aos 2 anos, aquele bichinho de cabelos loiros e olhos pequenos arrastava os móveis mais pesados que encontrava pela frente, apenas para mostrar que era forte.

O mais engraçado é que se eu por acaso me atrevesse a mover um dedo para ajudá-lo, recebia um olhar de morte com o qual poderia ser petrificada para todo o sempre.

Desde muito cedo o Lipito, mostrava a língua só por mostrar e depois dar risadinhas.

Assim como a tia ele é provocador.

É dotado a ação e reação, sempre testando comportamentos e limites.

Erica e Jonny só pude encontrar agora.

 As agruras da vida e os desencontros de família nos separaram por inúmeros anos, mas eu os descobri.

(Ou será que fui descoberta?)

E hoje vivemos uma relação familiar de amor que é deliciosa.

O que mais admiro na Erica, 13 anos é sua imensa generosidade.

Ela divide tudo o que tem e nunca pensa que pode estar perdendo qualquer coisa quando doa suas horas ao ajudar o outro.

Acho-a parecida comigo, mas ela tem essa melhor parte um tanto + aguçada.

Erica não tem medo de se arriscar.

Ela sabe que não deve reter o que está nela.

Precocemente compreende que compartilhar é o princípio das almas verdadeiramente inteligentes.

Erica é minha bonequinha com aqueles olhos claros e seu esmalte amarelo.

Imagino que quando bebê era o chamego de sua mãe, minha irmã.

Convivendo com ela eu confirmo a tese de que o mundo é bem maior do que nós. 

Conversar com minha sobrinha é sempre um imenso prazer.

Nela existe um lugar receptivo para falar sobre o mundo, as pessoas, a política, o jogo de futebol, a moda ou o que eu quiser. 

Erica é minha inteligência permanante, sagaz.

Jonny, 28 anos é o mais tímido, chega parecer arisco.

Talvez porque seja homem, adulto, marido e quase da idade da tia.

Tivemos e temos pouco contato, eu gostaria de mais, muito mais. Poém já tenho sobre ele uma certeza: “ele é o tesouro daquela casa.”

Como sabiamente disse Fernando Pessoa:

“E nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”

Logo, o Jonny é o meu campeão.

Por fim atesto, nesse meu tempo de tia, meu amor por esses 3 só faz crescer.

E não por traços da genética.

Mas pela capacidade, totalmente abstrata e difícil de nomear, de me reconhecer tão intensamente em cada um deles.

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