Meu primeiro mês, ao lado dele!

 

Hoje, no primeiro mês casada, aprendi que o amor é feito de faltas e presenças.

 E que nenhuma das duas pode faltar pois amor é isso: L-I-B-E-R-D-A-D-E-!

 É como ter, todos os dias, muitas outras opções e ainda assim fazer a mesma livre escolha.

 Meu casamento é delicado e harmônico.

 Ao contrário do entusiasmo que envolveu toda minha mudança interna, vivo sensações intensas e discretas.

 Anderson tornou-se um espécie de marido herói.

 Sua doçura e calma é o que mais me fascinam.

 Quando estamos apenas os dois, sua voz é quase imperceptível.

 E apesar do constante bom humor e da alma inquieta, nem sempre ele é uma gargalhada.

 Meu marido é aquele sorriso de dentro.

 Ele é minha sensação gostosa de estar no lugar certo, na hora adequada.

 E a maior beleza do nosso amor, é o adorno do equilíbrio dentro do derramamento.

 Uma espécie de adestramento dos fantasmas internos.

 Viver esse matrimônio têm sido uma possibilidade de aprimorar todos meus pensamentos.

 E algumas vezes é quase como não pensar.

 Simplesmente, sinto uma ligação profunda com tudo, um denso bem-estar.

Assim, Anderson e eu vivemos uma secreta intimidade com o mundo.

 E uma espécie de cumplicidade com o tempo.

 É como se ambos observássemos descompromissados.

Assim o casamento torna-se uma descontração.

 E o mais incrível?

 Meu mundo inteiro cabe dentro do seu abraço.

Em parte pela firmeza na carícia, noutra pela maturidade e confiança que preenche a existência do relacionamento.

Meu casamento me permite um contato profundo com a experiência da felicidade.

 E o tempo do dia não é mais composto por esperas, ele é vivido.

 E já não se ama, o amor vigora em nós.

 Nossa harmonia tem fios muito delicados e sua trama faz a ligação mais suave entre todas as urgências que já senti.

 E eu tenho todas as coisas boas de um casamento, sem agora precisar tomar posse delas.

 Eu amo o amor, não mais o delírio de estar apaixonada.

 A sensação desse casamento é como se ambos  fôssemos inundados pelo mar onde antes só havia um precipício.

 E para nós não existe futuro.

 Existe o amor e o presente que é só nosso.

 E isso nós nos presenteamos, nos permitimos.

 E hoje não há espaço para nenhum outro sentimento.

 Nem há parecido nem próximo.

Anúncios
  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: