Arquivo de abril \28\UTC 2011

Em cores foi mais ou menos assim…

Ele vivia recuando o seu desejo e sua responsabilidade com o encontro.

Alegava que o destino é uma entidade misteriosa qual determina as vicissitudes da vida.

Não pude concordar.

A verdade toda nos é vedada, mas tocamos algo dela quando colocamos em movimento o tal silêncio que nos petrifica.

E foi assim que eu descobri a “eternidade” do amor.

Ainda hoje não sei como descrever.

Emocionada e arrebatada pela síntese da poesia, por um instante, apenas fechei os olhos e senti a espessura da sua impertinência.

Vivi na pele o drama da fragmentação e da impossível unidade.

Foi como um “desassossego” tão múltiplo e imanente, como o de Fernando Pessoa.

Imediantamente um bric-à-brac de lembranças dançaram dentro de minhas memórias.

Entreguei-me ao devaneio mais bonito de minha vida.

Percorri a paisagem sonora que se desdobrava no tempo entrecortado de silêncio.

E ainda atordoada proclamei o amor em um céu cheio de estrelas e esperei, não sem dor e volúpia, o corpo daquele ser pesar sobre o meu.

Daí em diante, passou a ser indescritível…

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O que ME importa é VIVER…tudo!

 

Tenho a necessidade de falar o que estou sentindo, mesmo que isso demore ou não seja no tempo certo.

 Infelizmente, e não por egoísmo, acontece sempre no meu ritmo pois não consigo fazer as palavras brotarem do nada.

 Devido ao tempo ser subjetivo (e cada um de nós vivemos-o conforme nosso desejo), a única garantia é que sempre serei leal.

 Faz parte do meu ‘modus operandi’ me expressar como se “você” estivesse do outro lado do meu espelho.

 E nem acho que eu seja melhor ou pior do que ninguém, sou apenas a Ana que está aprendendo a lidar com o amor, com a vida e com as amizades em diversos “modelos”.

 Eu costumo dizer aos quatro cantos: “devemos sempre assumir nossos sentimentos pois isso é se dar o devido respeito”.

Essa é a minha necessidade.

 E eu não consigo ser diferente.

 Preciso e gosto de intensidade mesmo que ela seja ilusória.

 E se não for assim, prefiro que não seja.

Além do que, para mim, não é difícil aceitar as pessoas como elas são, mas sim mudar a maneira como eu reajo ao que vem delas.

 E sim, eu sei que é foda “o outro” entender que sou assim, que esse é o meu estranho amor.

 Então: “Fulano, beltrano e ciclano, não mexam com o meu “amor” (em todas as formas), a menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois…”

 Essa é a melhor definição da minha sentimentalidade toda!

De algum modo, não me importa o que é de verdade ou o que é mentira.

 Desde que “você ” me convença e extraia o máximo do meu prazer, a ponto de me fazer crer que é para sempre.

E mesmo quando eu diga convicta que “nada é para sempre”.

 E tanto como todo o mundo, eu  já levei muita bordoada na vida, e claro, tenho responsabilidade sobre cada uma delas.

 Mas isso não me impediu de ser profunda e nem de me permitir.

Ok, cada um tem seu tempo (como eu mesma já disse acima), o problema é que chega uma hora que a gente cansa.

E eu tenho o hábito de me cansar, principalmente por tentar fazer os outros enxergarem que meus pesadelos são apenas uma ponte (mesmo que rumo ao nada), e não uma encruzilhada.

 Sabe, não é só um cansaço por não aceitar a vida como ela está pra mim.

 Mas também, um cansaço da dança que eu tenho feito para me esquivar de tudo aquilo que não entendo ou sinto medo.

 E depois dos 30 anos eu sempre tenho optado pela mudança.

 Não uma mudança daquelas que alcançam os olhos (como um corte de cabelo), mas a mudança que me faz dormir melhor só por ter agido diferente.

 Enfim, tenho gostado – em partes – de alguns resultados, principalmente quando sinto que estou viva e não apenas vivendo os dias.

Mas por outro lado minha impaciência me assola com o pavor de criar relacionamentos individuais.

 Destesto o enredo onde eu sou todos os personagens e nenhum, enquanto o outro éapenas a platéia.

Por fim não peço lucidez, mas não ignore o que eu sou por as vezes não saber de onde tirar forças em me decifrar.

 E apesar de todos os medos, meus e seus, te oriento: não fuja antes de saber o que eu posso fazer pra te dar uma vida.

 Seu medo é como o meu? De fracassar?

Então dividimos esse pavor doentio.

Acho que podemos partilhar o pânico de sorrir dele, até que a tristeza não faça mais sentido a nós.

É isso, eu sou assim, e talvez minha insanidade tenha nome: chama-se Vontade de Viver TUDO, até a Última Gota.

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E lá se vai um semestre…

Anderson,

Para a vida morna, janelas abertas.
O passado e o indagora reúnem-se ao presente de alegria e discutem suas “alegorias”.
Confesso que sempre quis desse jeito, é bom acabar com os próprios mistérios.
É bom viver em uníssono com nossas repartições-mil e verdades mirabolantes.
Nesses ultimos 6 meses olhei pra você e disse, “pode entrar, aprendi a te gostar, do jeito que és”.
E desde então o amor desenha um novo sentido.
E ainda há de vir mais dias repletos de sorrisos, lágrimas, felicidades e dúvidas – porque conduzir sem medo é assim.
Ao seu lado, descobri ainda que não posso “ser” nada se já não “fui”.
As sinas, o agora, selam o meu, teu, nosso amor.
Obrigada por me fazer feliz.
Sua, Ana ♥

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