O que ME importa é VIVER…tudo!

 

Tenho a necessidade de falar o que estou sentindo, mesmo que isso demore ou não seja no tempo certo.

 Infelizmente, e não por egoísmo, acontece sempre no meu ritmo pois não consigo fazer as palavras brotarem do nada.

 Devido ao tempo ser subjetivo (e cada um de nós vivemos-o conforme nosso desejo), a única garantia é que sempre serei leal.

 Faz parte do meu ‘modus operandi’ me expressar como se “você” estivesse do outro lado do meu espelho.

 E nem acho que eu seja melhor ou pior do que ninguém, sou apenas a Ana que está aprendendo a lidar com o amor, com a vida e com as amizades em diversos “modelos”.

 Eu costumo dizer aos quatro cantos: “devemos sempre assumir nossos sentimentos pois isso é se dar o devido respeito”.

Essa é a minha necessidade.

 E eu não consigo ser diferente.

 Preciso e gosto de intensidade mesmo que ela seja ilusória.

 E se não for assim, prefiro que não seja.

Além do que, para mim, não é difícil aceitar as pessoas como elas são, mas sim mudar a maneira como eu reajo ao que vem delas.

 E sim, eu sei que é foda “o outro” entender que sou assim, que esse é o meu estranho amor.

 Então: “Fulano, beltrano e ciclano, não mexam com o meu “amor” (em todas as formas), a menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois…”

 Essa é a melhor definição da minha sentimentalidade toda!

De algum modo, não me importa o que é de verdade ou o que é mentira.

 Desde que “você ” me convença e extraia o máximo do meu prazer, a ponto de me fazer crer que é para sempre.

E mesmo quando eu diga convicta que “nada é para sempre”.

 E tanto como todo o mundo, eu  já levei muita bordoada na vida, e claro, tenho responsabilidade sobre cada uma delas.

 Mas isso não me impediu de ser profunda e nem de me permitir.

Ok, cada um tem seu tempo (como eu mesma já disse acima), o problema é que chega uma hora que a gente cansa.

E eu tenho o hábito de me cansar, principalmente por tentar fazer os outros enxergarem que meus pesadelos são apenas uma ponte (mesmo que rumo ao nada), e não uma encruzilhada.

 Sabe, não é só um cansaço por não aceitar a vida como ela está pra mim.

 Mas também, um cansaço da dança que eu tenho feito para me esquivar de tudo aquilo que não entendo ou sinto medo.

 E depois dos 30 anos eu sempre tenho optado pela mudança.

 Não uma mudança daquelas que alcançam os olhos (como um corte de cabelo), mas a mudança que me faz dormir melhor só por ter agido diferente.

 Enfim, tenho gostado – em partes – de alguns resultados, principalmente quando sinto que estou viva e não apenas vivendo os dias.

Mas por outro lado minha impaciência me assola com o pavor de criar relacionamentos individuais.

 Destesto o enredo onde eu sou todos os personagens e nenhum, enquanto o outro éapenas a platéia.

Por fim não peço lucidez, mas não ignore o que eu sou por as vezes não saber de onde tirar forças em me decifrar.

 E apesar de todos os medos, meus e seus, te oriento: não fuja antes de saber o que eu posso fazer pra te dar uma vida.

 Seu medo é como o meu? De fracassar?

Então dividimos esse pavor doentio.

Acho que podemos partilhar o pânico de sorrir dele, até que a tristeza não faça mais sentido a nós.

É isso, eu sou assim, e talvez minha insanidade tenha nome: chama-se Vontade de Viver TUDO, até a Última Gota.

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  1. #1 por Sheila em 18 de abril de 2011 - 18:59

    ADOREI o texto, queria voltar a escrever, mas sinto que ainda não está na hora!!

    Beijos com muito amor e carinho

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