Em cores foi mais ou menos assim…

Ele vivia recuando o seu desejo e sua responsabilidade com o encontro.

Alegava que o destino é uma entidade misteriosa qual determina as vicissitudes da vida.

Não pude concordar.

A verdade toda nos é vedada, mas tocamos algo dela quando colocamos em movimento o tal silêncio que nos petrifica.

E foi assim que eu descobri a “eternidade” do amor.

Ainda hoje não sei como descrever.

Emocionada e arrebatada pela síntese da poesia, por um instante, apenas fechei os olhos e senti a espessura da sua impertinência.

Vivi na pele o drama da fragmentação e da impossível unidade.

Foi como um “desassossego” tão múltiplo e imanente, como o de Fernando Pessoa.

Imediantamente um bric-à-brac de lembranças dançaram dentro de minhas memórias.

Entreguei-me ao devaneio mais bonito de minha vida.

Percorri a paisagem sonora que se desdobrava no tempo entrecortado de silêncio.

E ainda atordoada proclamei o amor em um céu cheio de estrelas e esperei, não sem dor e volúpia, o corpo daquele ser pesar sobre o meu.

Daí em diante, passou a ser indescritível…

Anúncios
  1. Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: