Arquivo de agosto \04\UTC 2011

Eu LEIO e gosto de Caio Fernando Abreu

Antes de tudo, pausa: as palavras do Caio F. desnudam, acariciam, internalizam e, quando não curam, amenizam a dor…

“Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
A vida é tecelã imprevisível.

Guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.” – Caio F.

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Minha história “com” Pearl Jam

Em 1997, eu e mais três amigos, nos reunimos para fumar um baseado enquanto ouvíamos um vinil em comemoração ao fim do semestre.

Saímos da faculdade e fomos “degustar” o disco “emprestado” pelo irmão mais velho de um desses amigos.

Me lembro que ao perguntar para o David qual o motivo dele ter escolhido aquele disco dentre vários outros que seu irmão colecionava, ele só respondeu: “Tata (meu apelido na época), esses caras fizeram uma capa rosa de luz. É certeza que nesse vinil iremos viajar.

Pronto, para todos nós aquela capa era o significado de máximo.

E um tanto quanto diferente do usual, o álbum ainda tinha o nome TEN e seu single era a música ALIVE.

Na verdade, eu mal sabia que aquele momento marcaria minha vida “musical” pois hoje o Pearl Jam é uma de minhas bandas preferidas.

Bem, após nossa primeira audição daquele vinil, descobrimos que alguns havíamos gostado, outros não tanto.

No entanto, com persistência todas as músicas daquele disco se encrustaram em mim, e em meus amigos.

E assim meu gosto musical começou a tomar  um rumo.

Naquela época, com 17 anos de idade, eu ainda buscava meus ícones, e aquele movimento chamado de Grunge provindo de Seattle me acertou em cheio.

Oito anos depois, em Novembro de 2005, rolou o primeiro show da banda no Brasil.

Infelizmente não pude ir pois estava hospitalizada devido a uma cirurgia de emergência.

Aquele dia foi triste e especial.

Eu não realizei o sonho que atravessou minha juventude, assistir a um show do Pearl Jam, mas me livrei de um tumor.

E assim, ver um show com Eddie Vedder e os “caras”, reside no meu imaginário por muitos anos.

Mas como para tudo nessa vida, é chegada a hora.

E agora esse sonho se tornará realidade.

Em 04 de Novembro de 2011 irei riscar mais um item da minha lista “Coisas que devo fazer enquanto ainda estou viva”.

Em frente ao palco ouvirei a trilha sonora que sempre embalou minha vida.

Com a diferença que agora terei 31 anos e ao meu lado estará o homem que me faz ser a mulher mais feliz do mundo.

E é assim: nossa vida é feita de momentos surpreendentes.

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