Não é uma historia de amor e sim uma historia sobre o amor

 

O amor vai até onde tem que ir.

Até onde os dois quiserem.

Até onde ambos se propuserem a lutar.

O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, claro, por infinitas alegrias.

Eu sempre achei que: bonitos eram os casais que, além de namorados, também são os melhores amigos.

Foi por isso que soltei o mundo, pra segurar na mão dele a 2 anos atrás.

Ao lado dele aprendi que ter alguém é escolha.

E escolher permanecer junto é uma decisão que exige: compromisso, entrega, honestidade e dedicação.

Amor é uma forma de não enjoar de amar.

E quando a gente ama sente necessidade da outra pessoa.

Não por dependência, carência e outras “ências”.

Mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado, ouvindo a respiração.

É um modo de se sentir em casa.

E como escreveu Neruda:

E por amor.

Serei…

Serás…

Seremos…”

 Anderson,

Obrigada por todos os momentos e conquistas.

Você é o cara mais paciente e incrível que conheço.

Tolera meus dias de Ana, terremotos hormonais, explosões, inconstâncias, riso fácil, lágrimas de enchente, espuma nos lábios raivosos.

Um sujeito que sempre busca, para além dos charcos e espinheiros dos surtos histéricos, o paraíso que mora dentro de mim.

E é justamente essa visão da beleza, que me dá forças para lutar e prosseguir todos os dias, ao seu lado.

Você é o homem que me escuta e dá vida as minhas palavras.

Um pintor, que pinta os reflexos que vê refletido na fonte das palavras.

E até um músico que toca a melodia que se faz ouvir nos espaços vazios do meu corpo.

Ao seu jeito você habita meu corpo, minha alma e o meu oco.

Um marido que participa, se faz presente, incentiva, reclama, teima, insiste, existe, faz a minha vida ter sentido.

Quando eu me precipito, você sempre me lembra:

“Nada mais fatal para o amor que a resposta rápida. A resposta rápida revela um ouvido que não se deixou penetrar pela fala – é a alfange que decapita.”

Como ninguém você sabe olhar para meus lugares misteriosos, onde a beleza se esconde em meio a também entulhos.

Me suporta na minha absurda diferença, e me torna assim única e especial.

Obrigada por invadir todos os dias, suavemente, os cenários de minha alma cobertos por brumas e sombras.

Obrigada por ser a luz que pisca insistentemente, quando meu coração fica angustiado e acha que tudo é escuridão.

Obrigada por ser a mão que me resgata do abismo com as suas graças incansáveis.

Obrigada por saber fazer a birra necessária para me desautorizar nas minhas neuroses.

Por essas e outras, inúmeras paciências: EU TE AMO.

Amo muito!

Amo até no desencontro, pois sei que o encontro só é possível aí!

 E para todas que estão em busca de um amor, aprendam: ‎homens engraçados são sempre os melhores partidos!

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  1. #1 por Joana Gaspar em 5 de novembro de 2012 - 23:51

    Eu, como você, também sempre achei bonito casais que para lá de namorados, eram também amigos. E assim, continuo achando. É bonito ter mais que um namorado, um marido.
    Texto lindo e macio. Bem como o amor.
    O teu amor faz muito bem em lembrar que “A resposta rápida revela um ouvido que não se deixou penetrar pela fala” (…) O que seria do Sultão sem Sherazade… Pois sejamos todos nós o Sultão e concomitantemente a Sherazade. Deixemos que nossos ouvidos sejam penetrados e penetremos também.

    Nessas andanças casuais no mundo digital, encontrei o seu blogue e aproveitando a minha dor do momento, deixo uma pergunta para quem sabe vocês dois, juntos, possam responder aqui para essa alma que anda a penar agora:

    E quando um não quer, Ana? O que o outro faz?
    E quando um soltou as mãos do mundo, de uma vida para doar-se, acreditando que o outro também acreditava nas mesmas ideias desse texto tão claro quanto água e de repente…
    bem, de repente o outro decidiu que não quer mais tentar porque ele não sente mais. Assim, ponto. O que fazer?
    O que fazer quando o amor e a falta dele petrifica a gente?
    O que fazer?

    Acho que a pergunta se perdeu em meio aos ‘o que fazer’. rs

    Um abraço e parabéns pela escrita desse texto delicioso.

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