Arquivo de janeiro \23\UTC 2013

Tempo de Mudança

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Quando estamos diante de algo que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente entende, mesmo que sem muita clareza no início, que a nitidez às vezes só costuma florir no tempo da primavera do olhar.

 A gente sabe porque sente com uma sinceridade tão profunda que qualquer nuvem de dúvida dura pouquíssimo no céu de azul macio que acontece nesse território da alma.

 A gente sabe porque o sentimento nos pega pela mão e nos leva para um lugar de paz tão singular que, se formos honestos com nós mesmos, reconhecemos ter visitado raras vezes nas nossas andanças.

 A gente sabe porque sente ter sido despertado em nós um entusiasmo que nos enche de vontade de fazer expandir a nossa bondade e transformá-la em gestos amorosos pra distribuir por aí.

A gente sabe porque o coração também sai de casa pra sorrir e quer convidar outras tantas vidas pra sorrir junto.

A gente sabe porque não consegue mais imaginar que o nosso caminho desaprenda a passar por lá, mesmo que precise aprender a desaprender depois.

 A gente sabe porque se sente feliz.

 Simplesmente feliz.

 Quando estamos diante de algo ou de alguém que é absolutamente precioso na nossa vida, a gente ama.

E muitas vezes se surpreende, de novo ou pela primeira vez, com a própria capacidade de amar.

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Ainda em ritmo de Ano Novo

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O ano de 2013 chegou repleto de oportunidades e mudanças.

Vamos aproveitar para tomar decisões que podem melhorar a vida.

A propósito, esse texto de Karen Berg é bem bacana:

Estamos aqui para nos tornarmos líderes de nossas próprias vidas. Mas o que é liderança verdadeira?

Um líder é alguém capaz de dominar suas próprias ilusões, julgamentos sobre os outros e noções preconcebidas sobre as situações. Um líder não tenta controlar os outros ou o ambiente que o circunda, mas controlar a si próprio. Um líder também é alguém que consegue fazer as coisas acontecerem. Apenas ter visão não basta, especialmente nos dias de hoje, da forma como vivemos. De acordo com os kabalistas, vivemos em um mundo de ação, e nesse momento o mundo precisa de ação positiva, não só de visão positiva. Um líder não é alguém que olha para alguma coisa e diz: “Puxa, isto está mesmo ruim”. Ao contrário, um líder olha para aquilo e diz: “Ok, como posso reunir ferramentas práticas para mudar essa situação para melhor?”. Toda manhã temos que fazer uma escolha simples: hoje, vou viver apenas para mim ou vou me doar e fazer o trabalho espiritual para receber as bênçãos que realmente me estão destinadas? A verdade é que podemos criar um ano novo.

Deus não negocia. Nós, humanos, é que negociamos – e muito. Dizemos: “Vou rezar três vezes por dia ou vou dar quatro horas do meu tempo por semana para trabalho voluntário e depois x, y ou z vai acontecer”. Mas aí x, y ou z não acontece, geralmente ficamos perplexos e perguntamos: “Como pode ser? Fiz todas essas coisas, fiz tudo que prometi”. Bem, o motivo por que x, y ou z não aconteceu foi porque estávamos tentando barganhar com Deus. Infelizmente, no entanto, o Universo não funciona dessa maneira. Neste mundo, a única negociação a se fazer é ser o melhor que podemos ser para alcançar o nível de iluminação que Deus concedeu a cada um de nós, para que eventualmente acordemos de manhã e não só enxerguemos a beleza presente, mas também nos maravilhemos com o fato de podermos enxergar aquilo.

O mundo não acabou no dia 21 de dezembro de 2012, mas talvez tenhamos iniciado um novo capítulo. O mundo pende na balança entre grande positividade e grande negatividade, e nós – cada um – somos aqueles que, através das nossas ações individuais e consciência, decidiremos para que lado ela vai pesar.

FELIZ 2013!

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Promessas

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Chega o final do ano e com isso a premissa na agenda: “cair na gandaia”.

31 de dezembro, foi o dia de exorcizarmos nossos fantasmas, sonharmos coisas novas e, acreditarmos num mundo melhor!

A gente se esforça o ano todo para nos adequarmos as exigências do mundo, então acho que cabe uma catarse colorida e festiva na passsagem de ano.

Catarse que espera novidades!

Sei que se pudéssemos conhecer melhor nossas fantasias (realizáveis ou não), nossas limitações e potencialidades, faríamos menos promessas.

Mas como não nos conhecemos precisamos do simbolismo das promessas para recomeçar.

Necessitamos da burocracia travestida de folia para termos fôlego para o próximo ano.

E é aí mesmo que reside a questão ao baixar os cílios sobre o próprio olhar.

Encerramos o ano num ato da grande peça que encenamos durante o ano: a labuta diária de segurar as redéas de nosso destino.

Destino esse: profissional, amoroso, e/ou financeiro.

No dia 31 sonhamos, colocamos em palavras as promessas, e então fechamos os olhos para sonhar melhor.

Entregues aos “braços de Morfeu” nessa ultima noite, tive uma sequência de imagens oníricas que invadiram meu ano novo passado, em Barcelona: várias pessoas condensadas em uma única, elementos deslocados de contexto, tudo sem sequência espaço -temporal-, um tipo de sonho sem pé, nem cabeça.

E talvez seja ali que esteja meu enigma a ser decifrado, não nas promessas ditas ao vento.

Talvez tenha me encontrado um pouco em 2012, por conta do sonho derradeiro de 2011, não sei…

Para a psicanálise, o sonho é uma realização de desejo, mas do desejo inconsciente, do qual o sonhador nada sabe, e portanto, do desejo que ele acordado não pode programar, ou parodiando Chico Buarque: aquilo que ” não tem sossego, nem nunca terá…”

Mas o bonito da linguagem é que ela cria uma história única para cada um.

Nessa toada espero que cada um possa prometer aquilo que diz respeito ao mais radical de cada desejo humano.

Desejo muitos sonhos sem controle em 2013 para todos os amigos (as) queridos (as).

Que eles nos surpreendam em meio a tantas promessas prontas e pasteurizadas!

E qualquer coisa, é só conferir o belíssimo filme “Sonhos de Akira Kurosawa”.

Este sim deve ter se perguntado um dia: O que fazer deste sonho que se dá à minha revelia?

Este sim se deixou surpreender e surpreendeu o mundo.

Essa é a minha promessa para 2013, e o meu desejo a todos aqueles que fizeram parte de mais um ano em minha vida.

Obrigada aos companheiros que fazem minha vida mais leve e graciosa.

Vamos começar 2013 escolhendo pessoas bacanas para partilharmos a existência, porque é isso que vale nessa vida.

Feliz 2013 e com muitos sonhos!

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Lá se vai mais um ano…

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 E com ele deixo para trás um monte de medos, ansiedades, hesitações e gente tacanha e de alma rasa.
Levo para 2013 emoções despertadas por livros e filmes, incidentes passionais, sopros de leveza e inspiração, amigos verdadeiros, um amor absoluto e lindo, vontade e criatividade para novas empreitadas.
Eu começo 2013 agradecendo a vida por tudo que ela me trouxe até hoje e agradecendo aos queridos amigos pela parceria que faz a vida mais leve.
Agradeço o mistério da existência, o poder transformador dos afetos, a liberdade de escolha, o contato com o que ainda nos resta de natureza. (Ji-Paraná, Rondônia é um sopro de natureza pulsante – em meio a minha realidade de tanto cinza da cidade que eu AMO e escolhi pra ser minha casa- e eu acabo de chegar de lá com essa natureza nos poros).
Agradeço e fico feliz com o encanto dos encontros inusitados, a poesia que há numa vida serena, ao turbilhão que nos interroga, a alma e o pão nosso de cada dia.
Dessa vida a gente não leva nada- só essas coisas absolutamente lindas, obsoletas e piegas.
Agradeço ao meu querido marido Anderson pela vida partilhada com tanta delicadeza!
Que em 2013 “o de sempre” tenha ares de novidade.
Que aquilo que é novo, nos tome pelas mãos e traga frescor e beleza. Que mesmo em meio as ausências, a gente possa “ser”.
Que a beleza nos invada e que a dor seja suportada com dignidade, porque somos esse misto de angústias e alegrias, melancolias e êxtases.
Feliz 2013!

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Feliz 2013

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Vi esse texto e achei bem interessante, primeiro a estranheza no contraditório do que eu pensava, depois o conforto de saber existir idéias tão mais confortáveis de enfrentar os revés da bela vida que vivemos.

Viva essa nossa vida!!!

Estou saudável, tenho um bom humor que nunca me abandona, trago uma criança dentro de mim que faz meus dias ruins serem risíveis e, para alguns amigos generosos, sou até bonita.

Pra que mais ?

EIS O TAL TEXTO:

 Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros.

Mas não estando alegre, é possível ser feliz também.

Não estando “realizado”, também.

Estando triste, felicíssimo igual.

Porque felicidade é calma.

Consciência.

É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?

Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz.

Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos.

Apenas fazem o melhor que podem.

 Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento.

De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre.

Adequação e liberdade simultaneamente?

É uma senhora ambição.

Demanda a energia de uma usina.

Para que se consumir tanto?

 A vida não é um questionário de Proust.

Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria.

Que mania de se autoconhecer.

Chega de se autoconhecer.

Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

 Ser feliz por nada talvez seja isso.

 (Martha Medeiros)

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