Feliz 2013

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Vi esse texto e achei bem interessante, primeiro a estranheza no contraditório do que eu pensava, depois o conforto de saber existir idéias tão mais confortáveis de enfrentar os revés da bela vida que vivemos.

Viva essa nossa vida!!!

Estou saudável, tenho um bom humor que nunca me abandona, trago uma criança dentro de mim que faz meus dias ruins serem risíveis e, para alguns amigos generosos, sou até bonita.

Pra que mais ?

EIS O TAL TEXTO:

 Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros.

Mas não estando alegre, é possível ser feliz também.

Não estando “realizado”, também.

Estando triste, felicíssimo igual.

Porque felicidade é calma.

Consciência.

É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo?

Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

Benditos os que conseguem se deixar em paz.

Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos.

Apenas fazem o melhor que podem.

 Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento.

De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre.

Adequação e liberdade simultaneamente?

É uma senhora ambição.

Demanda a energia de uma usina.

Para que se consumir tanto?

 A vida não é um questionário de Proust.

Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria.

Que mania de se autoconhecer.

Chega de se autoconhecer.

Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

 Ser feliz por nada talvez seja isso.

 (Martha Medeiros)

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P.S: Eu Te Amo – Uma história de amor publicada em O Globo, em 25/11/2012

Diversas (85)

(…) Feito. No dia 6 de novembro, um senhor de cabelos brancos, sorriso fácil e porte altivo entrou no sebo acompanhado de duas filhas e três netos. Emocionado, recebeu das mãos de Maurício o livro perdido. Releu a dedicatória em voz alta, com pausas longas entre uma frase e outra, o que só aumentava o suspense na livraria, entrecortado pelo ruído dos netos inquietos. Depois de ser longamente aplaudido, contou aos novos colegas a história por trás daquela mensagem.

Em 1966, ele fazia mestrado em Matemática em Milão com uma bolsa do governo brasileiro. Lá, conheceu uma italianinha de nome Febea, que tinha concluído os estudos em Literatura em Londres, e acabava de retonar à Itália. Quando ela comentou que conhecia José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto, e que adoraria aprender português para ler Guimarães Rosa, Sylvio se apaixonou na hora: apesar de trabalhar com algoritmos, era na literatura que descansava seus teoremas. Prestes a terminar a pós-graduação, no entanto, logo voltaria ao Brasil. O amor foi construído à distância.

Nosso namoro durou um ano, 136 cartas, nove livros, dois telegramas e um telefonema contou Sylvio, para suspiro coletivo da plateia, e espanto das filhas, que não conheciam todos aqueles números. Naquele tempo, dar um telefonema era uma fortuna. Esta dedicatória escrevi no dia do meu aniversário, já doido por ela. Eu nem sei como perdi o livro, acho que foi numa mudança nos anos 80.

Um ano depois, Febea veio morar no Brasil, e Sylvio montou um apartamento no Méier para ela. Tiveram duas filhas, Isabella e Gabriella que a essa altura se debulhavam em lágrimas na livraria , e viveram felizes para sempre. Até que um câncer levou Febea aos 41 anos de idade. Sylvio nunca mais se casou.

A arte de viver é a arte de acreditar em milagres, disse o poeta italiano Cesare Pavese, e se hoje eu estou aqui é porque ele está certo. Febea foi a pessoa que eu amei mais profundamente em toda a minha vida. E ela está presente aqui, nessas cinco pessoas que fizemos, nossas duas filhas e três netos. Esse é o milagre declarou Sylvio, lembrando, ao final, uma frase que ouvira do neto quando ele tinha 4 anos, e que levava como mantra de vida: Vovô, nada é grave. (…)

 

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Mundo Digital

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A cena é comum nos dias de hoje: reuniões sociais e profissionais, nas quais as pessoasficam grande parte do tempo conectadas aos seus telefones móveis.

Quando chegam aos lugares, vão logo depositando à mesa o acessório e a partir daí, fica dividida a atenção.

É um olho no ambiente e outro na tela do aparelho.

Parece até que tem um poder magnético, pois as pessoassão capazes de olhar mais para ele do que umas para as outras.

Estando sozinhos, a impressão que se tem é que o referido instrumento é capaz de fazer companhia ao indivíduo, substituindo a presença física de um amigo.

Quando funcionavam simplesmente como telefones não eram tão invasivos, mas hoje o seu uso está muito ampliado.

Na ânsia de nos mantermos conectados com o mundo, por vezes, nos esquecemos de quem está ao nosso lado.

Priorizamos a necessidade de receber uma notícia importante, de enviar ou receber alguma mensagem ou fazer consulta para esclarecer dúvidas.

São os novos hábitos sociais.

Infelizmente, eles partem as pessoas ao meio.

Metade do indivíduo fica presente e a outra metade fica ligada ao aparelho e a tudo que ele proporciona.

Temos consciência de que todo progresso tecnológico, quando empregado para o bem, traz alegria e conforto à humanidade.

São muitas as facilidades que essa nova tecnologia nos possibilita e abrir mão delas está fora de questão.

A reflexão é no sentido de utilizá-la da forma mais conveniente, com moderação e respeito aos que nos cercam.

É certo que esses aparelhos, que estão facilmente ao nosso alcance, nos trazem informações necessárias.

Mas, devemos ter cuidado para que eles não interfiram em momentos fundamentais aos relacionamentos.

Estejamos atentos à forma como temos utilizado esses recursos.

Não deixemos jamais de valorizar a companhia de quem está ao nosso lado, de olhar nos olhos durante um diálogo, de escutar o outro com atenção, de se fazer presente e curtir o momento em que estamos vivendo essa ou aquela situação.

Procuremos não dar maior importância a esses aparelhos, em detrimento da atenção que possamos oferecer a quem está próximo de nós.

Os momentos passam e não voltam.

Todos eles são importantes para fortalecer os vínculos afetivos que existem nos relacionamentos.

As mensagens, pesquisas, informações e tudo mais, muitas vezes, podem esperar.

* * *

Qualquer processo de reeducação é sempre mais trabalhoso do que a educação pura e simples, pois implica em deixarmos hábitos enraizados e substituí-los por outros.

Se já nos deixamos levar por esses costumes inadequados, busquemos modificá-los.

Nessa época de tecnologia avançada e de cibernética, trabalhemos em nós mesmos a capacidade de vivenciar integralmente os relacionamentos pessoais.

Busquemos desligarmo-nos do que está distante para valorizarmos e nos ligarmos verdadeiramente em quem está conosco aqui, agora.

Aproveitemos cada minuto com os amores, os afetos.

Isso é insubstituível e poderá não se repetir.

Pensemos nisso: o momento é agora, enquanto estão conosco.

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Pare de se GLORIFICAR como ocupado!

“Um dias desses me deparei com a frase aí de cima e me identifiquei porque é incrível  como a gente glorifica o ato de estar ocupado.

Parece que o bonito é ser, estar ocupado sempre, é ter mil coisas para fazer.

Pra que ter tempo pra descansar, curtir o dia, estar presente na vida de pessoas queridas?

Bobagem, time is money!

E assim, vamos entrando nessa bolha de uma vida corrida.

Perdemos um bolinho de aniversário dali, um carinho daqui, contamos histórias com versões menores para as crianças, torcendo para que elas caiam logo no sono, e até  mandamos mensagens antes de ligar para o amigo pedindo permissão, pois não podemos incomodá-lo, ou melhor, roubar o tempo precioso daquela pessoa.

Se ligou só para falar amenidades, então procure logo um psiquiatra – você é considerado  o louco, o sem noção do século vinte e um.

Tudo bem, posso estar exagerando, às vezes as pessoas não podem  atender porque estão em uma reunião qualquer, por isso a gente manda a mensagem antes.

Bom, mas esse é um post só pra me lembrar que é bom não esquecer que o tempo passa também, e de uma hora para outra, não há como resgatar momentos perdidos.”

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Suave Convite

Nos tempos modernos, torna-se cada vez mais frequente o surgimento de transtornos emocionais e diversos tipos de fobias e angústias sociais.

Isso demonstra o grau de infelicidade de muitas criaturas.

Tem sido comum a alma humana buscar o alento e apoio nas coisas materiais ou nas pessoas.

Viagens, compras, jogos de azar, entrega às fartas mesas e à embriaguez, férias prolongadas – tudo constitui um caminho comum na busca incessante de se equilibrar emocionalmente.

A desilusão é certa quando se busca o alívio em algo material.

Com o tempo, tudo isso leva ao enfado e ao descontentamento.

As amizades, quando não são sinceras, se esvaem com o tempo.

As variadas terapias que temos à disposição, muitas vezes não trazem o resultado que o indivíduo busca.

*   *   *

Jesus, nosso celeste Amigo, nos convida à Sua companhia para que tenhamos o amenizar das dores.

A proposta do Mestre é a do auxílio incessante: Vinde a mim que eu vos aliviarei.

Não existe a promessa de que o problema será retirado da vida de cada pessoa, pois todos têm que resgatar o que devem perante a lei de Deus.

Mas Ele nos oferece a certeza de que está sempre conosco, iluminando nossos caminhos, para que nos sintamos fortalecidos ao enfrentar as dificuldades.

Com Jesus Cristo temos o discernimento para entender que ninguém se acha no mundo sem nobres objetivos.

No quadro de todas as lutas humanas, a ajuda de Jesus é essencial para a conquista da harmonia física, mental e espiritual.

Poucos de nós paramos para meditar no verdadeiro papel do Cristo na vida de cada um.

Se permitirmos que Ele se mantenha vivo em nossos corações, alcançaremos com mais facilidade a coerência e a lucidez nas atitudes e nos sentimentos.

Jesus prossegue socorrendo a pequenez humana e, nos dias de insegurança, Ele representa para nós um foco de luz.

Faz o convite diário a todas as criaturas, sem distinção e, com certeza, nos aguarda de braços abertos, cheio de esperança de que busquemos conhecê-lo e aprendamos a amá-lo com os nossos mais sinceros sentimentos.

*   *   *

O apoio do Cristo é de importância capital para cada um e para todos nós.

Se, por um lado, Ele não retira o fardo da quota das nossas responsabilidades, por outro, jamais nos deixa à míngua da Sua luminosa presença, o que será sempre garantia de fortalecimento para o enfrentamento da asperidade.

O Cristo é, assim, para nós, a fonte do ansiado alívio para todos os tormentos, para todas as lutas e dores, impulsionando-nos para que aprendamos a solucionar intrincados enigmas por meio da nossa comunhão com os Seus ensinos.

Não apenas nas quadras de aperto e infelicidade, mas, também, quando tudo nos sorri, quando o sol brilha sobre as nossas estradas, pois esse é o melhor tempo de fixarmos o aprendizado para os tempos de invernia.

Busque-O, você também, em cada dia da sua vida, com alegria interior, instalando em si mesmo os prenúncios da paz que o vacinará contra os maus tempos da alma, dando-lhe resistência para facear, com bom ânimo, todo e qualquer testemunho pelo qual tenha que passar. 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3, do livro Quem é o Cristo.

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Não é uma historia de amor e sim uma historia sobre o amor

 

O amor vai até onde tem que ir.

Até onde os dois quiserem.

Até onde ambos se propuserem a lutar.

O amor dura para os fortes, para os que não têm medo de passar por obstáculos, por rotina, por empecilhos, por dificuldades e, também, claro, por infinitas alegrias.

Eu sempre achei que: bonitos eram os casais que, além de namorados, também são os melhores amigos.

Foi por isso que soltei o mundo, pra segurar na mão dele a 2 anos atrás.

Ao lado dele aprendi que ter alguém é escolha.

E escolher permanecer junto é uma decisão que exige: compromisso, entrega, honestidade e dedicação.

Amor é uma forma de não enjoar de amar.

E quando a gente ama sente necessidade da outra pessoa.

Não por dependência, carência e outras “ências”.

Mas porque é bom estar ali, com o corpo junto, coração do lado, ouvindo a respiração.

É um modo de se sentir em casa.

E como escreveu Neruda:

E por amor.

Serei…

Serás…

Seremos…”

 Anderson,

Obrigada por todos os momentos e conquistas.

Você é o cara mais paciente e incrível que conheço.

Tolera meus dias de Ana, terremotos hormonais, explosões, inconstâncias, riso fácil, lágrimas de enchente, espuma nos lábios raivosos.

Um sujeito que sempre busca, para além dos charcos e espinheiros dos surtos histéricos, o paraíso que mora dentro de mim.

E é justamente essa visão da beleza, que me dá forças para lutar e prosseguir todos os dias, ao seu lado.

Você é o homem que me escuta e dá vida as minhas palavras.

Um pintor, que pinta os reflexos que vê refletido na fonte das palavras.

E até um músico que toca a melodia que se faz ouvir nos espaços vazios do meu corpo.

Ao seu jeito você habita meu corpo, minha alma e o meu oco.

Um marido que participa, se faz presente, incentiva, reclama, teima, insiste, existe, faz a minha vida ter sentido.

Quando eu me precipito, você sempre me lembra:

“Nada mais fatal para o amor que a resposta rápida. A resposta rápida revela um ouvido que não se deixou penetrar pela fala – é a alfange que decapita.”

Como ninguém você sabe olhar para meus lugares misteriosos, onde a beleza se esconde em meio a também entulhos.

Me suporta na minha absurda diferença, e me torna assim única e especial.

Obrigada por invadir todos os dias, suavemente, os cenários de minha alma cobertos por brumas e sombras.

Obrigada por ser a luz que pisca insistentemente, quando meu coração fica angustiado e acha que tudo é escuridão.

Obrigada por ser a mão que me resgata do abismo com as suas graças incansáveis.

Obrigada por saber fazer a birra necessária para me desautorizar nas minhas neuroses.

Por essas e outras, inúmeras paciências: EU TE AMO.

Amo muito!

Amo até no desencontro, pois sei que o encontro só é possível aí!

 E para todas que estão em busca de um amor, aprendam: ‎homens engraçados são sempre os melhores partidos!

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Todo caso de amor tem um grande e um pequeno

Alguém um dia falou, em francês, que em todo caso de amor: il y a toujours qui
aime et qui se laisse aimer,
há sempre quem ama e quem é amado.

É mais ou menos a mesma coisa.

O pequeno ama, o grande se deixa amar.

O grande fala, o pequeno ouve.

O grande discorda, o pequeno concorda.

O pequeno teme, o grande ameaça.

O grande atrasa, o pequeno se antecipa.

O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

Não é uma questão de gênero.

Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas.

O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam.

O grande pode ser o mais bem-sucedido dos dois ou não.

O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim.

Muitas vezes o grande é o mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos.

Depende do caso.

Como ninguém descobriu, até hoje, uma regra que permita determinar qual é o grande e qual é o pequeno, só observando o casal mais atentamente.

Na rua, o que anda distraído quase sempre é o grande.

Quase sempre, no cinema, o grande só decide comprar pipoca depois que os dois já estão acomodados nas poltronas.

O pequeno, então, fica esperando, vigiando, tomando conta para o filme não começar antes de o grande voltar, o que, por algum motivo, seria uma tragédia.

Numa festa, o pequeno deve estar ansioso para que a noite seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa.

O grande se comportará de maneira indiferente até se embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito mais animado do que o pequeno.

Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor.

O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele, por isso sempre tem arquivados na cabeça assuntos que possam ser úteis em todas as ocasiões.

A calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande está sempre melhor que o do pequeno, ainda que a festa inteira pense exatamente o contrário.

O pequeno geralmente se comove com a lua calado, enquanto o grande aponta, olha só a lua.

No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, reservando o melhor da sua alegria para o resto da noite, enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente.

Mais tarde, o pequeno é macho, é gueixa, é desgraçado, é exclusivo e, se o coração do grande por acaso ouvir seus gritos, que sorte.

No dia seguinte, o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que fiz tudo certo?

Acho que eu não devia ter dito aquilo.

Por que toda vez sou eu que beijo primeiro?

Na dúvida, vai correndo procurar o grande, apesar de ter prometido que nunca mais faria isso.

O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos, que são todos grandes.

Não necessariamente formam um casal.

Não é só nas histórias de amor que existem grandes e pequenos.

Havendo mais de um, um par qualquer, dois adversários, dois irmãos, dois amigos, sempre haverá o que quer mais e o que quer menos, o fascinante e o fascinado, o generoso e o pedinte.

Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, a qualquer momento, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente.

Basta um vacilo, um acaso, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência.

Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna automaticamente o grande ainda menor.

O ex-pequeno, logo que é promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se seu sofrimento tiver boa memória.

Aí, coitado do novo pequeno, vai se arrepender de cada não beijo, cada não telefonema, cada não noite de insônia, cada não desespero, cada não entusiasmo, cada não carinho inesperado, indispensável, inevitável, imprescindível, cada não todas as palavras apaixonadas em qualquer língua do mundo.

Ele vai se surpreender com a reviravolta, no começo, mas vai se conformar com sua nova condição de pequeno em seguida.

E então vai seguir, cuidadoso e desastrado, na quase inútil intenção de conquistar o grande urgentemente.

(Adriana Falcão)

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