Arquivo de abril \30\UTC 2010

– Nem Tudo é Fácil –

É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.

É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada.

É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.

É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.

É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.

É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.

É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

Se você errou, peça desculpas…

É difícil pedir perdão?

Mas quem disse que é fácil ser perdoado?

Se alguém errou com você, perdoa-o…

É difícil perdoar?

Mas quem disse que é fácil se arrepender?

Se você sente algo, diga…

É difícil se abrir?

Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?

Se alguém reclama de você, ouça…

É difícil ouvir certas coisas?

Mas quem disse que é fácil ouvir você?

Se alguém te ama, ame-o…

É difícil entregar-se?

Mas quem disse que é fácil ser feliz?

Nem tudo é fácil na vida…

Mas, com certeza, nada é impossível…

Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também tornemos todos esses desejos realidade!

(Cecília Meireles)

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– Minhas Manias –

Gosto de rabiscar palavras para entender o mundo.

Isso resulta sempre em tentativa, visto que nunca o entenderei por completo.

Continuo rabiscando e procurando uma forma de me habitar nesses equívocos e engodos da literatura.

Por alguns instantes duvido da minha própria existência, mas na seqüência me lembro de que só existo , porque faço esse exercício do inexorável, todos os dias, em meu corpo.

O meu corpo insiste em ter satisfações irrealizáveis.

Estou sempre perdida dentro da dimensão do que sou.

O mundo só existe como mundo na vontade e sua representação.

Experimento a morte muitos dias, é divertido ter prévias do fim de meu cotidiano.

Já vivi a morte real muitas vezes, mas isso não deve me tornar mais amarga, mais dura, muito menos arrogante.

Por sorte o encontro com a perda me salva disso tudo.

Isso é o que me fez acreditar na delicadeza dos encontros.

Estou em busca da felicidade constantemente.

Mesmo sabendo que o esforço de encontrá-la não é natural, é ético.

 Aceito a vida como ela é, mas vez ou outra deixo me abater pela dor.

Disse não ao meu passado e hoje, ele me constitui pacificamente.

O que restou disso constitui as entrelinhas sutis do que sou.

Nasci em Outubro e totalmente descoberta.

Mas abomino me esconder dos outros e dos afetos.

Amores, amigos e desejos inconstantes vivem dentro de minha alma numa boa, mas tenho gosto pelo teatral.

Gosto das festas, de qualquer comemoração e que exista nisso grande fartura, isso contribui para minha glória e danação.

Existo para ser abismada e encantada com a alteridade que nega a mesmice.

A escrita se representa nisso também.

Aposto nas palavras que correm soltas em folhas de papel e dão sentido ao nada que me invade.

Acredito na linguagem e na comunicação entre os seres.

Só isso pode celebrar os espaços que sobrevivem ao massacre do cotidiano.

Também é uma tentativa de tentar escrever, aquilo que não cessa de registro.

Escrevo para me ficar mais viva.

E eu sei que minha fala tem ressonâncias na existência alheia.

Por isso não me levem muito a sério.

Quero que minhas palavras aprendam a ter leveza, e por si só saiam voando após serem lidas.

Descobri no fim dessas linhas que escrevo para ter asas.

 

(Texto Adaptado do Blog Flor de Bela Alma)

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– Mulherzinha –

Ligo antes das cinco pra não parcer que ele é a última opção da minha agenda.

Dou três opções de restaurante e ele escolhe logo a primeira.

Combino de passar umas oito e meia, mando uma mensagem quando estiver na esquina.

Aviso que vou atrasar dez minutos.

Embico na garagem pra ele não tomar chuva.

Pergunto se o ar condicionado está muito forte.

Dirijo com uma mão no volante e outra na perna dele.

Elogio que ele aparou um pouco a barba, coisa que ele adora pois fui a única a reparar.

O manobrista do restaurante abre primeiro a porta dele.

Se assusta que é um homem onde eu deveria estar sentada.

Entrega o papel do estacionamento pra mim, contrariado, enquanto meu parceiro já está bem distante.

Escolho fumante pra agradá-lo mas por sorte sou informada que essas mesas não existem mais.

Digo a ele que tudo bem, podemos ficar no frio, na parte de fora.

Ele diz que ELE não está a fim de sentir frio e topa não fumar.

Eu chamo o garçom e digo que para mim carne e para ele salmão.

Eu escolho a taça de vinho dele, eu não vou beber porque estou dirigindo.

Eu pego na mão dele, depois da taça estar quase no final, e pergunto se ele não quer ver a linda vista da minha sacada.

Ele sufoca um bocejo charmoso e diz que sim.

O garçom entrega a conta pra ele, que aperta os olhos pra enxergar com a lente embaçada.

Eu ofereço ajuda pra ver os números e numa agilidade impressionante enfio meu cartão ali dentro e faço a carteira de couro desaparecer da mesa.

Incluindo o ticket do estacionamento.

Ele está com frio e ofereço meu cachecol novo.

Ele elogia o perfume e continua com frio.

Entendo que são duas aberturas para o abraço.

O carro chega e a porta dele já está aberta pelo manobrista, a minha eu mesmo abro com dificuldade porque os carros tiram a maior fina do meu corpinho congelado.

Morro de vergonha que o carro está com cheiro ruim, pra variar, o manobrista sacaneou.

Abro os vidros e não digo nada pra não ser rude.

Coloco música baixinha pra gente falar baixinho.

Paro na farmácia pra comprar camisinha mas dou a desculpa que é um antigripal qualquer.

Ele faz que acredita e espera dentro do carro comportadinho e sorrindo.

O cara do caixa quer me lançar um olhar mas na hora tem medo de me encarar.

Acendo as velas novas que ganhei.

Coloco minha estrela azul na tomada que dá o clima perfeito.

O cd novo do Beck.

Ele está nervoso, comentando sem parar das minhas fotos e livros e cortinas.

Eu faço ele parar de falar finalmente.

Depois de tudo, ofereço levá-lo e me faço de ofendida quando ele cogita um táxi.

Ele pergunta se pode dormir comigo, eu apenas sorrio e apago a luz.

Ele acende a luz e pergunta se pode ligar pra avisar uma pessoa.

Ele liga pra mãe, que não gosta muito.

Ele volta envergonhado pra cama.

Mas eu, educada, finjo que já estou dormindo.

No dia seguinte eu ligo pra dar bom dia.

Ele me avisa que vai viajar no feriado.

Eu pergunto com quem e ele diz que aí já estou querendo saber demais.

Ele volta a ser homem.

Eu desligo e, aliviada, choro como uma mulherzinha.

(Por Tati Bernardi)

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– Será? –

Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe.

Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar.

Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento.

Permita que sua intuição (ou espírito) te proteja das mágoas.

Pare de tentar se modificar para uma relação que não tem que acontecer.

Mais devagar é melhor.

Nunca dedique sua vida a um homem antes que você encontre um que realmente te faz feliz.

Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia “esqueca-o!”.

Vocês não podem “ser amigos”.

Um amigo não destrataria outro amigo.

Não conserte.

Se você sente que ele está te enrolando provavelmente é porque ele está mesmo.

Não continue (a relação) porque você acha que “ele vai melhorar”.

Você vai se chatear daqui um ano por continuar a relação quando as coisas ainda não estiverem melhores.

A única pessoa que você pode controlar em uma relação é você mesma…

Evite homens que têm um monte de filhos e de um monte de mulheres diferentes.

Ele não casou com elas quando elas ficaram grávidas, então, porque ele te trataria diferente?

Sempre tenha seu próprio círculo de amizade separadamente do dele.

Coloque limites no modo como um homem te trata.

Se algo te irritar, fale!

Nunca deixe um homem saber de tudo.

Mais tarde ele usará isso contra você.

Você não pode mudar o comportamento de um homem…

A mudança vem de dentro.

Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você, mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor.

Não o torne um semi-deus.

Ele é um homem, nada além ou aquém disso.

Nunca deixe um homem definir quem você é.

Nunca pegue o homem de alguém emprestado.

Se ele traiu alguém com você, ele te trairá.

Um homem vai te tratar do jeito que você permita que ele te trate.

Nem todos os homens são cachorros.

Você não deve ser a única a fazer tudo, compromisso é uma via de mão dupla.

Você precisa de tempo para se cuidar entre as relações.

Não há nada precioso quanto viajar.

Veja as suas questões antes de um novo relacionamento.

Você nunca deve olhar para alguém sentindo que a pessoa irá te completar.

Uma relação consiste de dois indivíduos completos,procure alguém que irá te complementar… não suplementar.

Namorar é bacana mesmo se ele não for o esperado Sr. Correto.

Faça-o sentir falta de você algumas vezes… quando um homem sempre sabe que você está lá e que você está sempre disponível para ele, ele se acha…

Nunca se mude para a casa da mãe dele.

Nunca seja cúmplice (ou co-assine qualquer documento) de um homem.

Não se comprometa completamente com um homem que não te dá tudo oque você precisa.

Mantenha-o em seu radar mas conheça outros…

Compartilhe isso com outras mulheres e homens (de modo que eles saibam).

Você fará alguém sorrir, outros repensarem sobre as escolhas e outras mulheres a se prepararem.

O medo de ficar sozinha faz que várias mulheres permaneçam em relações que são abusivas e lesivas.

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém e se um homem te destrata é ele que vai perder uma coisa boa.

Se ele ficou atraído por você à primeira vista saiba que ele não foi o único.

Todos eles estão te olhando então você tem várias opções.

Faça a escolha certa.

Nós, definitivamente, merecemos os melhores que estao por ai!

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– Para quem não vai viajar, conheça São Paulo –

1. Provar o bolinho de bacalhau e o chope do Bar Leo, que, desde 1940, sai religiosamente abaixo de zero grau e com colarinho, na rua Aurora, 100, em Santa Ifigênia. Telefone : (11) 221 0247

2. Experimentar os docinhos de festa da doceira Di Cunto , na rua Borges de Figueiredo, 61, na Moóca.

3. Devorar uma pizza calabresa no Castelões, na rua Jairo Góes, 126, no Brás, com um bando de amigos. Telefone: (11) 229 0542.

4. Almoçar nas bancas de comidinhas das feiras de antiguidades das praças Benedito Calixto, em Pinheiros, e Dom Orione, no Bexiga, que acontecem no sábado e no domingo, respectivamente.

5. Circular pelas bancas do Mercado Municipal , na avenida do Estado, e consumir, sem medo de ser feliz, toda a sorte de guloseimas que encontrar pela frente.

6. Comer uma das especialidades do Bar Sujinho, o frango caipira, a qualquer hora da madrugada. A salada de repolho já faz parte do couvert. Coma sem preconceitos, é divina. O Sujinho fica na rua da Consolação, 2063. Telefone:  (11) 3231 5487  (11) 3231 5487

7. Deliciar-se com os irresistíveis sorvetes da Häagen Dasz. A loja mais charmosa da rede fica na rua Oscar Freire, 900, Jardins. Telefone:  (11) 3062 1099  (11) 3062 1099 .

8. Tomar vários copos de mate com leite espumante no Rei do Mate  da avenida São João, 530. Telefone: (11) 222 7504

9. Comer qualquer item do cardápio 100% árabe do Almanara  da rua Basílio da Gama, 70, no Centro – só a decoração anos 50 já vale a empreitada. Telefone:  (11) 3257 7580  (11) 3257 7580

10. Ir ao brunch do Empório Santa Maria, na avenida Cidade Jardim, 790, aos sábados e domingos, e sentir-se no Dean&Deluca de Nova York . Telefone:  (11) 3706 5211  (11) 3706 5211

11. Dar um pulinho no Rancho da Empada, na Rua Sena Madureira, 357, na Vila Mariana. As de camarão e palmito são incomparáveis. Telefone:  (11) 5579-5330  (11) 5579-5330

12. Provar o penne com melão e presunto cru do Spot, na rua Ministro Rocha Azevedo, 72, em meio ao clima mais hollywoodiano de São Paulo e não dispensar as profiteroles. Telefone:  (11) 3284 6131  (11) 3284 6131

13. Deleitar-se com os quindins, cocadas e beijinhos da Doceira Modelo, na rua Padre Raposo, 77, na Moóca. Telefone:  (11) 6692 3196  (11) 6692 3196

14. Resistir, se puder, ao tradicional Bauru do Ponto Chic do Largo Paissandu. Telefone: (11) 222 6528

15. Deixar o regime de lado e atacar os generosos sundaes e bananas splits da Sorveteria Alaska, na rua Dr. Rafael de Barros, 70, no Paraíso. O chantilly é simplesmente divino. Telefone:  (11) 3889 8676  (11) 3889 8676

16. Se abastecer de pães, frios e cia. na Padaria São Domingos , na Bela Vista, e sentir-se na Itália enquanto escolhe o que levar entre os comestíveis que ‘decoram’ a casa. Fica na rua São Domingos, 330. Telefone:  (11) 3104 7600  (11) 3104 7600

17. Tomar milk shake com leite maltado no Rocket’s , na alameda Lorena, 2090, enquanto ouve os hits dos anos 50 nas mini-jukebox dispostas sobre as mesas. Telefone:  (11) 3081 9466  (11) 3081 9466

18. Deliciar-se com os bolos e pães preparados pelos monges do Mosteiro de São Bento. O Bolo Santa Escolástica é a melhor pedida. Telefone: (11) 228-3633

19. Provar qualquer prato absurdamente generoso do Gigetto, na rua Avanhandava, 63, e correr o risco de cruzar com figurinhas carimbadas do circuito teatral da cidade. Telefone: (11) 256 9804

20. Comer muitas empanadas e curtir a muvuca organizada do Bar das Empanadas, na rua Wisard, 489, na Vila Madalena. Telefone:  (11) 3032 2116  (11) 3032 2116

21. Provar o sensacional filé coberto com muito alho do Filé do Moraes  da praça Júlio de Mesquita, no centro da cidade. Telefone: (11) 221 8066

22. Conferir toda a tradição do Capuano, restaurante italiano fundado em 1912. Fica na rua Conselheiro Carrão, 416, no Bexiga. Telefone: (11) 288-1460

23. Degustar, sem peso na consciência, a dobradinha pastel de feira com caldo de cana em qualquer feira livre da cidade – de preferência na do Pacaembu, que acontece de segunda a sábado em frente ao estádio

24. Comer um beirute no Joakin´s, que serve os melhores de São Paulo há 31 anos, na rua Joaquim Floriano, 163. Telefone:  (11) 3168 0030  (11) 3168 0030

25. Passar pela Cidade Universitária só para saborear o cachorro quente do Super Hot Dog. Fica na Rua do Estádio, Travessa C, logo atrás do Crusp

26. Tomar café expresso com pão de queijo no Café Girondino, nas imediações do Mosteiro de São Bento. Fica na Rua Boa Vista, 365, Telefone: (11) 229-4574

27. Comer o quanto puder no rodízio da churrascaria Fogo de Chão, na avenida Moreira Guimarães, 964, em Moema. Telefone:  (11) 5530 2795  (11) 5530 2795

28. Tentar descobrir quem tem a melhor esfiha, o Jáber ou o Catedral. Os dois ficam quase lado a lado, na rua Domingos de Morais, no Paraíso – o Jáber no número 86 e o Catedral no 54

29. Provar o porpettone do Jardim di Napoli, na Rua Dr. Martinico Prado, 463, em Higienópolis. Telefone:  (11) 3666 3022  (11) 3666 3022

30. Gastar todas as suas economias num jantar no Massimo. É caro, muito caro, mas vale a pena. O restaurante fica na Alameda Santos, 1826. Telefone:  (11) 3284 0311  (11) 3284 0311

31. Tomar um breakfast supernatureba no Parque da Água Branca aos sábados de manhã e aproveitar para visitar a feirinha de produtos orgânicos que rola no local

32. Tentar resistir aos caprichados docinhos da Cristallo. Rua Oscar Freire, 914. Telefone:  (11) 3082 1783  (11) 3082 1783

33. Correr para a Vila Madalena num sabadão ensolarado para comer (quase ao ar livre) em algum dos pontos mais concorridos do bairro, como o Bar do Sacha ou o Jacaré

34. Nada mais paulistano que uma boa pizza, certo? O Pedaço da Pizza, como o próprio nome já indica, serve a iguaria em pedaços. O melhor: fica aberto até altas horas da madrugada. Fica na Rua Augusta, 2931. Telefone:  (11)3891 2431  (11)3891 2431

35. Surpreender-se com a mesa inacreditavelmente farta do As Mestiças. Nessa casa de chá em Moema, o cliente paga um preço fixo e tem direito a pães, bolos, salgadinhos, doces, chás, sucos… Alameda dos Aicás, 50. Telefone:  (11) 5051 2547  (11) 5051 2547

36. Assistir a um concerto na Sala São Paulo, na antiga estação Júlio Prestes, que tem uma das melhores acústicas da América Latina. Telefone:  (11) 3337 5414  (11) 3337 5414

37. Assistir a uma peça, um balé ou um concerto no Teatro Municipal  e sentir-se no Ópera de Paris. Telefone: (11) 223 3022

38. Assistir a qualquer filme na Sala Cinemateca , que fica no antigo matadouro da Vila Mariana, na rua Senador Raul Cardoso, 207. Telefone: (11) 5084 2177  (11) 5084 2177

39. Peregrinar até o Teatro Alfa, ao lado da Ponte Transamérica da marginal Pinheiros, para curtir qualquer um dos espetáculos sensacionais que acontecem no local. Telefone:  (11) 5693 4000  (11) 5693 4000

40. Pode até parecer um programa batido, mas uma visita ao Masp é realmente um programa obrigatório. Avenida Paulista, 1578. Telefone: (11) 251 5644

41. Ir a um ensaio da escola de samba Vai Vai . A quadra fica na Praça 14 Bis, no Bexiga

42. Conferir a programação do Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Álvares Penteado, 112, centro da cidade. Telefone:  (11) 3113 3651  (11) 3113 3651

43. Pegar um cineminha no Espaço Unibanco, reduto dos cinéfilos paulistanos. Fica na Rua Augusta, 1475, Consolação. Telefone: (11) 288 6780

44. Conferir as obras de arte do MAM (Museu de Arte Moderna), que fica dentro do parque do Ibirapuera , e do MAC (Museu de Arte Contemporânea), que fica dentro da USP.

45. Dar uma passadinha no Museu Lasar Segall, que funciona no imóvel que serviu de residência ao artista até sua morte, em 1932, fincado na Rua Berta – que abriga as primeiras construções modernistas do Brasil

46. Visitar o Museu de Arte Sacra , na avenida Tiradentes, 676, e…

47. …aproveitar o passeio para conhecer a Pinacoteca , também na avenida Tiradentes

48. Conhecer o Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios, na Rua da Cantareira, 1351, fundado em 1873.

49. Manter-se antenado na programação eclética do Sesc Pompéia, na rua Clélia, 93

50. Procurar preciosidades na biblioteca Mário de Andrade, na Praça Dom José Gaspar

51 Visitar o belo (e pouco conhecido) Teatro São Pedro, construído em 1917. Fica na Rua Barra Funda, 171. Telefone:  (11) 3823 9660  (11) 3823 9660

52. Levar as crianças na Sala Disney do Cinemark do Shopping Santa Cruz . Lá são exibidos somente filmes infantis, e a decoração vai fazer a alegria dos pequenos. Rua Domingos de Morais, 2564, na Vila Mariana. Telefone:  (11)3471 8066  (11)3471 8066

53. Conhecer o Teatro Oficina, na rua Jaceguai, 520, epicentro de manifestos vários nos anos 60

54. Conferir a biblioteca do Centro Cultural São Paulo, na rua Vergueiro, 1000

55. Sentir-se num pedacinho do Japão no bairro da Liberdade. O ideal é fazer a visita aos domingos, quando acontece uma animada feirinha ao lado do Metrô Liberdade

56. Dar uma volta na linha de ônibus Machado de Assis – Cardoso de Almeida (408P), que passa por alguns dos pontos mais interessantes da capital. O ponto de partida é na praça da rua Machado de Assis, no bairro da Aclimação

57. Passear pela Praça. Vilaboim, em Higienópolis, no sábado à tarde, com direito a uma parada estratégica na banca de jornal

58. Conferir a vista privilegiada do Bar do Jockey, na av. Linneu de Paula Machado, 1263, cercado de figurinhas da high society paulistana

59. Visitar o Parque da Luz, na av. Tiradentes, que passou recentemente por uma recuperação como poucas realizadas na cidade

60. Ir a uma festa de arromba no Bar do Hotel Cambridge, que fica na Av.Nove de Julho, 216

61. Ver o show dos padres do canto gregoriano no Mosteiro de São Bento , no Largo de São Bento, que acontece aos domingos, às 11h da manhã

62. Ir ao Parque do Ibirapuera, na av. República do Líbano, durante a semana num dia de sol

63. Tomar chá da tarde na Fundação Maria Luiza e Oscar Americano, na av. Morumbi, 4077, uma das boas coisas do Morumbi

64. Suar na matinê de domingo da boate A Lôca, na rua Frei Caneca, 916.Telefone:  (11) 3159 8889  (11) 3159 8889

65. Conferir como ficou bonita a Catedral da Sé depois da reforma.

66. Matar o tempo no bar do Cinesesc, na rua Augusta 2075, antes do filme começar. Telefone:  (11) 3082 0213  (11) 3082 0213

67. Curtir o clima ‘ Beverly Hills é aqui’ da rua Oscar Freire, na porção mais efevercente dos Jardins

68. Ir às festas gênero ‘mamma mia’ das igrejas Achiropita, na rua 13 de Maio, 478, na Bela Vista (realizada aos finais de semana do mês de agosto), São Vito, na rua Poliana Amare, 51, no Brás (no dia 15 de junho), e São Genaro (no dia 19 de setembro), na Moóca

69. Encostar o carro na Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros, no finalzinho de uma tarde de verão. A vista é fantástica…

70. Checar os últimos lançamentos e tomar um cafezinho na Livraria da Vila, na rua Fradique Coutinho, 915, na Vila Madalena. Telefone:  (11) 3814 5811  (11) 3814 5811

71. Testemunhar um casamento nas charmosas capelas São José, na rua Dinamarca, no Jardim Europa, e São Pedro e São Paulo, na rua Pe. José Glieco, 111, no Morumbi

72. Mergulhar no universo paralelo criado pelas habitués da Daslu, a butique mais exclusiva da cidade, fincada na rua Júlio Diniz, 56, na Vila Nova Conceição

73. Visitar o Museu da Imigração  e tentar descobrir as suas origens Fica na rua Visconde de Parnaíba, 1316, na Moóca

74. Meditar no templo zen da rua São Joaquim, 273, na Liberdade. Telefone: (11) 278 4515

75. Visitar as lojas da livraria Cultura e os cinemas em meio ao clima cinquentinha do Conjunto Nacional, na av. Paulista, 2073

76. Embarcar num programa em família no Simba Safári , que agora está menos emocionante, com os animais presos, mas ainda vale uma visita. Av. do Cursino, 6338

77. Dar um pulinho até a Zona Sul para conhecer o Autódromo de Interlagos e suas corridas. Fica na Avenida Senador Teotônio Vilela, 167. Telefone:  (11) 5666 8822  (11) 5666 8822

78. Subir até o alto da Serra da Cantareira para conhecer as trilhas do Horto Florestal. Rua do Horto, 931. Telefone:  (11) 6231 8555  (11) 6231 8555

79. Participar do terror instrutivo do Instituto Butantã, na av. Vital Brasil, 1500. Telefone:  (11) 3726 7222  (11) 3726 7222

80. Assistir a um clássico no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Müller, sem número

81. Fazer um pit stop na boate Nostro Mundo, na Rua da Consolação, 2554 – ponto partida da São Silvestre Gay. Telefone:  (11) 3259 2945  (11) 3259 2945

82. Caminhar pela Avenida Odila, no Planalto Paulista, famosa por suas árvores frutíferas como jaboticabeiras e cerejeiras

83. Ver ‘relíquias’, como a mala do Crime da Mala, encontradas no Museu do Crime, na Praça Reinaldo Porchat, 219, Cidade Universitária

84. Encarar o clássico da malhação sem frescura: a ACM Norte, na rua José Amato, 39, Limão. Telefone:  (11) 3966-7511  (11) 3966-7511

85. Passear de carro pelos armazéns antigos da Avenida Presidente Wilson, entre os bairros do Ipiranga e da Moóca

86. Fugir para algum motel da Marginal Tietê quando a chuva começa a apertar e o trânsito a ficar complicado

87. Encarar uma noitada nostálgica no legendário Madame Satã

88. Passar o sábado na feirinha da Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, e depois tomar um drink em um dos bares que ficam nas proximidades

89. Observar a fúria consumista chic do Shopping Iguatemi, na Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 e, no final, investir num coffee break estilo primeiro mundo no Gero Café

90. Marcar um programinha entre amigos na tradicional Pizzaria São Pedro, na rua Javari, 333, na Moóca

91. Entrar no embalo das noites regadas a litros de chopp no Bar Pirajá, na rua Nova Faria Lima, 64, em Pinheiros. Telefone: (11) 816 6413

92. Passear de bicicleta em pleno Minhocão. Nos finais de semana, o trânsito de veículos é proibido no local. Se você não tem bicicleta, é possível alugar uma por lá

93. Enfrentar filas homéricas para brincar nas atrações do Playcenter, na rua Dr. Rubens Meirelles, 380

94. Curtir o verde do pequeno mas simpático Parque da Aclimação, na rua Muniz de Souza, 1119, na Aclimação

95. Passar a noite de sábado na Vila Olímpia, cujos bares e boates reúnem a maior concetração de mauricinhos e patricinhas da capital paulista

96. Presenciar um jogo do Juventus no estádio da rua Javari

97. Visitar o Hotel Normandie, na av. Ipiranga, 1187, no Centro, e aproveitar para bebericar alguma coisa no bar

98. Aproveitar a tranqüilidade do Parque Siqueira Campos, mais conhecido como Trianon, um pedacinho de Mata Atlântica em plena Avenida Paulista

99. Pegar o trenzinho histórico que parte da estação da Luz, na Pça. da Luz, 1, rumo a Paranapiacaba

100. Dançar bastante no after hours do Susi in Transe, que começa às 8h da manhã. Fica na rua Vitória, 810, centro

101 Se acabar com o samba rock do Green Express, na Avenida Rio Branco, 90, centro. Ainda dá para comprar ótimos vinis no local

102. Percorrer a via-sacra paulistana, na avenida Nazareth , Ipiranga, abarrotada de que igrejas e colégios católicos

103. Observar o pessoal que faz bungee jump no viaduto da Avenida Doutor Arnaldo sobre a Avenida Sumaré

104. Ir aos jardins do Museu do Ipiranga, na av. Nazaré, s/n, e fazer de conta que está no Jardim de Luxemburgo, em Paris

105. Conhecer a trilha das boates baixo nível e o caos arquitetônico da Amaral Gurgel, bem embaixo do Minhocão

106. Conhecer o prédio do iG, na rua Amauri, 299, no Itaim

107. Andar de bicicleta por bairros mais tranqüilos e arborizados, como o Alto da Lapa ou o Jardim Europa

108. Mergulhar no mar de flores do Ceagesp, na rua Gastão Vidigal, 1946, de preferência na sexta-feira de manhã, quando os preços são bem mais em conta do que no sábado e o movimento, um pouco menor

109. Dar uma voltinha pelo Parque Burle Marx, na av. Dona Helena Pereira de Morais, 200, no Morumbi

110. Em qualquer passeio de metrô, fazer uma parada estratégica na estação República do metrô para observar os painéis de Antônio Peticov

111. E já que o assunto é metrô, a estação Sumaré também vale uma visita, pela vista e também pelos painéis de Alex Fleming

112. Fazer um tour histórico pela Ladeira da Memória, que fica na saída da rua Xavier de Toledo da estação Anhangabau do metrô, e que abriga o primeiro monumento público de São Paulo : um obelisco em forma de pirâmide erguido em 1814

113. Conhecer os casarões de Campos Elíseos, na região central – e perceber que, mesmo abandonados e transformados em cortiços, ainda conseguem conservar parte de sua beleza

114. Ficar boquiaberto com os contrastes do Jardim Ângela – que concentra, de um lado, mansões que abrigam parte da nata da sociedade da zona Sul e, do outro, a área considerada a mais violenta da capital paulista

115. Curtir o visual do alto do Terraço Itália (av. Ipiranga, 344, 41º e 42º andar) durante um jantar incrementado com baixelas de prata

116. Aproveitar o clima de praia da represa de Guarapiranga, na zona Sul

117. Encontrar toda a sorte de folhas milagrosas, utilizadas nos mais variados tipos de chás medicinais, no Largo da Batata, em Pinheiros

118. Ir até o Mirante da Lapa e conferir um visual cinematográfico deitado no gramado

119. Visitar o jardim que fica no alto do prédio do Banespa da Praça do Patriarca, no centro da cidade. A entrada é gratuita, e o local está aberto para visitação de segunda à sexta, das 10h às 17h.

120. Visitar todas as lojas da Galeria do Rock, na rua 24 de Maio, 62, e aproveitar a viagem para conhecer a galeria vizinha e comprar todos os CDs importados que o seu bolso deixar

121. Comprar coisas absurdas na Galeria Ouro Fino, na rua Augusta, 2690 e, se for o caso, aproveitar para investir em uma tatuagem ou em um piercing

122. Garimpar úteis-fúteis no Promocenter da rua Augusta com a Luís Coelho

123. Comprar flores no Largo do Arouche

124. Se entregar a um dia de consumo selvagem no circuito José Paulino, 25 de Março e ladeira Porto Geral

125. Conferir o sortimento high-tech e as baciadas da Galeria Pajé, na rua 25 de Março

126. Comprar revistas na banca da avenida São Luiz com a Ipiranga

127. Vasculhar o acervo de CDs da Pop´s Music, na rua Teodoro Sampaio, 763, loja 4

128. Conferir o acervo do Sebo Messias, o mais tradicional da cidade, com seus corredores estreitos e toda a sorte de relíquias. Fica no centro da cidade, na praça João Mendes, 166

129. Divertir-se com os contrastes da Loja de Velas Santa Rita, na Praça da Liberdade, 248, que, de um lado, oferece santinhos católicos e, do outro, os ícones máximos do candomblé

130. Conferir as novidades do Sex Shop Ponto G, na rua Amaral Gurgel, 206. Telefone: (11) 223 3011

131. Conferir o universo eletrônico da rua Santa Ifigênia e aproveitar o passeio para encontrar tudo, tudo mesmo, no quesito eletrônicos

132. Encararar, com um sorriso nos lábios, as promoções imperdíveis do Shopping D, na av. Cruzeiro do Sul, 1100

133. Pechinchar correntinhas, anéis e pulseiras na rua do Ouro, também conhecida como rua Barão de Paranapiacaba, no centro da cidade

134. Fazer o circuito das lojas de decoração da al. Gabriel Monteiro da Silva

135. Ir até a rua das Noivas, ou rua São Caetano, e encontrar tudo sobre o tema

136. Passar a tarde ouvindo CDs e folheando livros na gigantesca Fnac de Pinheiros. Fica na Avenida Pedroso de Moraes, 858. Telefone:  (11) 3097 0022  (11) 3097 0022

137. Garimpar roupas das melhores grifes do brechó Trash Chic. Fica na Rua Carlos de Carvalho, 95, Itaim. Telefone:  (11) 3167 4331  (11) 3167 4331

138. Comprar bijuterias e objetos de decoração na feira hippie da Praça da República, que acontece todos os domingos

139. Abastecer-se de produtos importados na Casa Santa Luzia, o supermercado mais chique da cidade. Fica na Alameda Lorena, 1471, Jardins.

140. Subir até a sobreloja do número 176 da Rua Sete de Abril, no centro. Lá estão diversas lojas especializadas em vinis. Ótima pedida para encontrar aquela raridade

141. Fazer o circuito das lojas de decoração da Alameda Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim Europa

142. Passear pelas três unidades da Livraria Cultura no Conjunto Nacional. Fica na Avenida Paulista, 2073

143. Conferir o estilo art nouveau do Teatro São Pedro, na rua Barra Funda, 171

144. Deslumbrar-se com a arquitetura gótica do prédio que abriga a Santa Casa desde 1886. Fica na rua Cesário Motta Júnior, 112, na Vila Buarque

145. Se arrepiar ao avistar o prédio art deco da Secretaria de Esportes e Turismo, na Praça Antônio Prado, nº 9, próximo à rua São Bento, no centro

146. Analisar a arquitetura kitsch do Motel Faraós, na entrada da Via Anchieta, enquanto curte uma noite, no mínimo, bizarra

147. Incorporar um caça-vampiros antes de visitar os túmulos grã-finos do Cemitério da Consolação

148. Percorrer a av. Ipiranga para ter a vista mais incrível do histórico Edifício Copan, assinado por Oscar Niemeyer

149. Conhecer um dos mais famosos verticais da cidade, o edifício Treme-Treme, na Rua Paim, Bela Vista

150. Conferir a arquitetura art noveau do Colégio Santa Inês, na Rua Três Rios, 362, no Bom Retiro

151. Visitar o mirante do prédio do Banespa, um dos cartões postais mais populares de São Paulo, na rua João Bricola, 24

152. Surpreender-se com o vão livre do MASP  (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand), na avenida Paulista, 1578

153. Conhecer o mórbido prédio do Dops, vizinho à Estação Julio Prestes, agora transformado em Centro Cultural. Fica no Largo General Osório, 66

154. Percorrer, a pé, a trilha das mansões das arborizadas ruas do Jardim América, um dos bairros residenciais mais charmosos da zona Sul de São Paulo

155. Dar uma espiada na casa de Armando Álvares Penteado, na rua Maranhão, 86, uma das construções mais refinadas da cidade a seguir o estilo art noveau. Atualmente a casa abriga as turmas de pós-graduação da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo)

156. Visitar o magnífico palacete da Vila Itororó, hoje transformado em cortiço. O acesso é feito pela rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista

157. Conhecer o Pátio do Colégio, no centro da cidade, onde tudo começou

158. Fazer o circuito dos prédios estilosos do bairro de Higienópolis, entre as ruas Piauí e Aracaju – os Edifícios Piauí , Bretagne e Cinderela

159. Não perder de vista o Edifício Santa Elisa em um passeio pelo Largo do Arouche

160. Ter o prazer de conhecer uma autêntica vila napolitana na rua Vitorino Camilo, no coração da Barra Funda

161. Conferir a exuberância da cúpula da Igreja Ortodoxa, ao lado do Metrô Paraíso

162. Tentar descobrir, em um passeio a pé, se os arranha-céus da Avenida Paulista são bonitos ou horrorosos

163. Conferir a cafonice chic da Igreja Nossa Senhora do Brasil, na esquina da rua Colômbia com a avenida Brasil

164. Escalar o Pico do Jaraguá para espiar o visual lá de cima

165. ‘Babar’ com a arquitetura anos 50 da casa que, dizem, já pertenceu a Sílvio Santos, na rua Professor Fonseca Rodrigues, no Alto de Pinheiros, dona de um dos layouts mais atraentes da área

166. Observar o projeto bizarro da Casa Bola, na rua Amauri

167. Conhecer a faculdade de Direito do Largo São Francisco

168. Tomar um café no saguão do Aeroporto de Congonhas e, enquanto espera o seu vôo, apreciar os detalhes da arquitetura dos anos 50 da construção

169. Tirar uma foto do Edifício Esther, na Praça da República (tombado pelo Condephaat) e do Edifício Viadutos (com arquitetura típica dos anos 50), no final da av. São Luís

170. Visitar o Palácio das Indústrias, sede da Prefeitura, logo ao lado do Parque Dom Pedro II

171. Conhecer o Palácio dos Campos Elísios, que foi sede do governo do Estado. Fica na avenida Rio Branco, 1269

172. Visitar o Edifício Parque das Hortênsias, na av. Angélica, ícone dos anos 50

173. Visitar o Prédio da Bienal, no Ibirapuera, de preferência em um dia de evento

174. Ir até a sinagoga Beth-el, na rua Martinho Prado, 175

175. Surpreender-se como o tamanho e a arquitetura impressionante do Tribunal de Justiça, ao lado da Catedral da Sé

176. Descer a famosa escadaria da rua Cristiano Vianna, no bairro de Pinheiros , que desemboca na rua Cardeal Arcoverde

177. Entrar no pátio entre os prédios antigos da PUC (Pontifícia Universidade Católica), na rua Monte Alegre, em Perdizes, para se entregar ao ócio enquanto observa cada um dos detalhes de sua arquitetura

178. Percorrer as lojas do Shopping Light, no Viaduto do Chá

179. Visitar o Solar da Marquesa, ao lado do Pátio do Colégio, para ver um pouco da arquitetura colonial, típica de cidades históricas como Parati

180. Circular pelo jardim interno da Universidade São Marcos, que lembra um claustro, na avenida Nazareth , Ipiranga

181. Atravessar o viaduto Santa Ifigênia, agora livre dos camelôs

182. Descer na estação Santa Cruz do metrô só para observar os traços de dois dos colégios que fizeram sucessos nos anos dourados: o Arquidiocesano e o Madre Cabrini

183. Em um passeio pelo bairro de Perdizes, fazer paradas estratégicas no portão do Colégio Batista, na rua Dr. Homem de Mello, em Perdizes, um dos mais tradicionais da cidade, e na capela do colégio São Domingos

184. Se estiver passando pela rua General Olímpio da Silveira, nas imediações do minhocão, dar um pulo no Castelinho, umas das ‘pérolas’ arquitetônicas da cidade que, vira-e-mexe, é invadida pelos sem-teto

185. Visitar o tradicional Colégio Sion, na avenida Higienópolis, 983

186. Conhecer o Memorial da América Latina, projetado por Oscar Niemeyer. A construção foi erguida em 1989 e não caiu até hoje nas graças dos paulistanos – que a consideram pouco convidativa. Fica em frente à estação Barra Funda do metrô

187. Observar a trilha de palacetes da década de 30 no bairro do Ipiranga, na rua Bom Pastor

188. Ir até a Vila Economisadora (com ‘s’ mesmo), na rua São Caetano, para conferir como viviam os operários no início do século XX

189. Ir até o prédio do TRT, na Barra Funda, e verificar até onde a corrupção tem relação direta com a arquitetura

190. Surpreender-se com a atmosfera pós-moderna dos edifícios da Avenida Luís Carlos Berrini, no Brooklin

191. Fazer seus pedidos ao santo das soluções imediatas na Igreja de Santo Expedito, na rua Jorge Miranda, 264, perto da estação Tiradentes do metrô

192. Admirar a extravagância do Instituto Tomie Ohtake, na Avenida Faria Lima, 201, em Pinheiros

193. Rir um pouco com a estátua totalmente desproporcional de Duque de Caxias (incrivelmente assinada por Victor Brecheret) plantada na avenida Rio Branco

194. Encantar-se com a fachada do Teatro Cultura Artística, que ostenta um imenso painel de Cândido Portinari. Fica na rua Nestor Pestana, 196, centro

195. Tirar muitas fotos da Catedral da Sé, que recentemente foi restaurada

196. Conferir a imensidão do Vale do Anhangabau de cima do Viaduto do Chá

197. Visitar o prédio histórico dos Correios, no vale do Anhangabau (Hoje é um Centro Cultural)

198. Posar para uma foto em frente ao Monumento às Bandeiras – também conhecido como ‘Deixa que eu empurro’ -, de Victor Brecheret, em frente ao parque do Ibirapuera

199. Curtir um dos cenários mais realistas da vida em São Paulo : o emaranhado de prédios que se vê a partir do bairro da Bela Vista

200. Visitar a Casa das Retortas, próximo à sede da prefeitura, onde funciona parte da administração municipal. No passado, o local foi um importante centro cultural. Fica na Rua das Figueiras, 77.

 

 

2 Comentários

– Que eu nunca deixe de sonhar –

Que eu possa abrir minha casa como uma garrafa de vinho.
Que eu possa sair de casa como uma garrafa de champanhe.

Que eu possa respeitar opiniões diferentes da minha.

Que eu não tente convencer ninguém a pedir desculpas.

Que eu possa me desculpar antes do ódio.

Que eu possa descobrir a altura dos postes com pipas.

Que eu possa pescar conhecidos nos viadutos.

Que eu possa escrever cartas de amor de repente.

Que eu possa viajar para adorar a distância.

Que eu possa voltar para dizer o que não tive coragem.

Que eu possa conversar com estranhos para matar a estranheza.

Que eu possa comprar fiado minha própria fé.

Que eu amarre os sapatos dos filhos como se fosse um terço.

Que eu possa gemer diante de uma torta de nozes.

Que eu pense em meu amor ao atravessar a rua.

Que eu pense na rua ao atravessar o amor.

Que eu possa engolir o vento em cada esquina.

Que eu possa ouvir as cigarras de noite.

Que eu possa diferenciar as árvores.

Que eu erre um caminho para descobrir novas paisagens.

Que meu carro tenha cheiro de bala de goma.

Que eu ajude sem questionar.

Que eu dê conselhos sem condenar.

Que eu não exija demais dos outros.

Que eu exija demais de mim.

Que eu possa dançar com os pés nos ouvidos.

Que eu possa aprender a tocar violino.

Que eu possa aprender a dizer sim.

Que eu possa tomar banho de cachoeira.

Que eu possa madrugar para esquentar a água do chimarrão.

Que eu não acorde com o telefone tocando.

Que eu não faça piadas de mau gosto.

Que eu seja a vontade de rir.

Que eu prepare pratos exóticos para aumentar a fome.

Que eu não dedure os amigos para passar bem.

Que eu pendure bonecos no varal.

Que eu faça sinal para o trem parar.

Que eu bata no tapete com a vassoura.

Que eu assobie para chamar a alegria.

Que eu possa chorar ao assistir filmes.

Que aproveite a luz do corpo para ler de noite.

Que eu possa embaralhar o sal com o açúcar.

Que não faça fofoca fora do bar.

Que eu não seduza para confundir.

Que eu seduza para iluminar.

Que eu mande flores para meu próprio endereço.

Que eu estenda a toalha da mesa como se fosse um lençol.

Que eu não sacrifique a confiança pela covardia.

Que eu possa cuidar da minha cidade como um irmão caçula.

Que eu use a voz como campainha.

Que eu possa repor os pássaros em seus ninhos.

Que eu encontre uma loja para consertar chapéus.

Que eu encontre uma loja para consertar cabeças.

Que eu não mude de ideologia para conseguir um emprego.

Que eu não precise gritar dentro de casa.

Que os cachorros tenham faixa de segurança.

Que minha mulher me responda os beijos com arrepios.

Que eu possa devolver os livros que tomei emprestado.

Que eu não peça a devolução dos livros que emprestei.

Que eu tenha dúvidas, melhor do que certezas e falir com elas.

Que a sorte não seja o cartão furado da loteria.

Que eu possa barbear o medo.

Que meus amigos deixem de comprar o jornal pelos classificados.

Que a única corrente que use seja a do balanço para embalar meu filho.

Que a poesia não fique na estante mais escondida das livrarias.

Que eu ligue mais para meus irmãos para falar menos dos outros.

Que eu escute minha mãe falar de seus problemas até o fim.

Que minha mulher possa entender o que nem preciso falar.

Que eu conte meu dia na hora do jantar.

Que eu cumprimente meu vizinho sem temer a resposta.

Que eu possa dar as roupas que não uso.

Que eu possa ler revistas antigas em consultórios.

Que a cor da pele não seja maior do que a cor do céu.

Que os gays possam se beijar fora da novela.

Que minha letra saiba montar no cavalo das linhas.

Que eu ande de bicicleta para me demorar na cidade.

Que eu cuide das plantas da mão alisando a chuva.

Que eu não fique cobrando para me aliviar do trabalho.

Que eu aprenda a guardar segredos sem jurar por Deus.

Que eu tenha menos vaidade.

Que eu tenha mais realidade.

Que eu invente mentiras convincentes para chegar às verdades.

Que eu não pense na morte antes de dormir.

Que eu volte a rezar sem querer.

Que eu possa nadar na neblina.

Que eu não tenha receio de ser ridículo.

Que eu faça amizades falando do tempo.

Que eu pare de fumar.

Que os ex-fumantes parem com os sermões.

Que eu escreva nos livros o que os livros me escrevem.

Que eu possa brincar mais sem contar as horas.

Que eu possa amar mais sem contar as horas.

Que eu possa puxar os cabelos do vento.

Que eu use somente as palavras que tenham sentido.

Que eu prove a comida nas panelas.

Que eu aceite os conselhos da loucura.

Que transforme a raiva em vontade de me entender.

Que o trânsito não seja sauna.

Que eu passe a xingar o pai do juiz no estádio.

Que meu time não me engane na última hora.

Que eu possa assistir shows com meus filhos na garupa.

Que eu atinja o segundo andar das ameixeiras.

Que eu abra o capô apenas do piano.

Que eu não precise fechar as janelas na sinaleira.

Que eu visite mais minha sogra.

Que o domingo não termine com o futebol.

Que o musgo cresça onde há paredes.

Que as heras cresçam onde há muros.

Que as escadas cresçam onde há joelhos.

Que eu possa caminhar a esmo na respiração.

Que eu durma fazendo sexo.

Que eu me levante de bom humor.

Que eu possa soltar os vaga-lumes que prendi em potes.

Que o governo seja competente para ser esquecido.

Que eu faça aniversário de criança nos meus 37 anos.

Que o verão seja se afogar em dunas.

Que eu não pergunte a uma mulher sua idade ou se está grávida.

Que eu me lembre do nome de colegas da infância.

Que eu me lembre dos finais dos filmes.

Que eu lembre do início dos olhos.

Que eu me lembre de ser feliz enquanto ainda estou vivo.

(Por Fabrício Carpinejar)

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“Sensível”

Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais.

Sentir demais.

Amar quase do tamanho do amor.

Traço de nascença, uma estranha dádiva que, durante temporadas, pra facilitar a própria vida, egoísmo que seja, a gente tenta disfarçar de tudo que é maneira que aprende.

Mas não tem jeito, nunca terá, nascer assim é irremediável, o que é preciso é desaprender o medo.

Por tudo o que é mais sagrado nesse mundo e em quaisquer outros que não tenho certeza se existem, mas suspeito, muitas vezes eu desejei não ver tanto.

Criança, quando senti isso sem saber palavras, inventei minha miopia.

Não adiantou: o encurtamento dos olhos é só do lado de fora, por dentro eu vejo muito comprido.

Alguns sentem vida, sentem beleza, sentem amor, com doses de conta-gotas.

Eu, não: é uma chuvarada dentro de mim.

Que os sensíveis sejam também protegidos.

Que sejam protegidos todos os que vêem muito além das aparências.

Todos os que ouvem bem pra lá de qualquer palavra.

Todos os que bordam maciez no tecido áspero do cotidiano.

Todos os que propagam a bondade.

Todos os que amam sem coração com cerca de arame farpado.

Que sejam protegidos todos os poetas de olhar e de alma, tanto faz se dizem poesia com letras, gestos, silêncios ou outro jeito de fala.

Que sejam protegidos não por serem especiais, que toda vida é preciosa, mas porque são luzeiros, vez ou outra um bocadinho cansados, no escuro assustado e apertado do casulo desse mundo.

(Por: Ana Jácomo)

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